Brasília, 24 de maio de 2007
O secretário se referiu ao fato de que há, hoje, grande demanda reprimida por mão-de-obra egressa de escolas profissionalizantes, para atender especialmente aos programas de desenvolvimento do país, como o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Durante 30 minutos, Eliezer fez uma explanação onde analisou a situação atual do ensino profissionalizante. “Nenhum país do mundo se desenvolveu sem antes passar por uma revolução na educação de base e também na profissional e tecnológica. Vivemos séculos a fio de colonização, imperialismo e escravidão. Só agora temos a oportunidade de resgatar tanto tempo perdido”, observou.
O governo admite o déficit de escolas profissionalizantes, pelo menos no âmbito federal. Há cerca de 350 escolas desse tipo no Brasil, enquanto no Canadá (cuja população não passa de 1/5 da brasileira) existem pelo menos 900 escolas.
Em busca da qualidade
Enquanto o número de escolas está longe do ideal, a grande quantidade de denominações de cursos preocupou o governo e levou o MEC a fazer uma reclassificação para padronizar as qualificações. É, também, uma forma de facilitar as avaliações dos cursos com vistas à melhoria da qualidade de ensino. “Havia 1,5 mil denominações de cursos de tecnólogos. As mantenedoras elaboravam nomes criativos para chamar a atenção do público. Fizemos uma reclassificação e chegamos a lista de 90 cursos. Hoje o catálogo do MEC indica 98. Essa padronização moraliza o mercado, permite fiscalização e condiciona a qualidade”, garantiu Pacheco.
O secretário também fez questão de defender o ensino profissional e tecnológico como alternativa à formação superior. “Ainda há preconceito com relação aos cursos que formam tecnólogos, seja porque são mais curtos, seja por nossa tradição bacharelista. Pouca gente enxerga a importância de ambos o bacharel, como generalista, cientista, pesquisador; o tecnólogo, o verdadeiro especialista em determinada área de atuação”, analisou.
A apresentação de Eliezer Pacheco recebeu apartes de três conselheiros federais, em que ficou claro o apoio do Plenário do Confea à valorização desse tipo de ensino. O presidente Marcos Túlio de Melo encerrou a apresentação lembrando que o Confea esteve junto com o MEC no processo de redução da quantidade de titulações. “Essa questão também foi trabalhada aqui. Tínhamos 1.043 titulações diferentes dentro do Sistema. Em função de nossa análise, o número passou para 264”, contabilizou Marcos Túlio.
Sandro Farias, da equipe da GCom
