Salvador, 29 de maio de 2007
Mais de 300 participantes (profissionais, representantes de entidades de classe e estudantes) estiveram reunidos, entre os dias 24 a 26 de maio, em Salvador durante o 6º Congresso Estadual dos Profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia. Organizado pelo Crea-BA, o evento discutiu as diretrizes gerais e os princípios estabelecidos no Código de Ética das profissões vinculadas ao setor tecnológico. Temas como mercado de trabalho, exercício ilegal, qualidade do ensino superior, Projeto Pensar Brasil e aquecimento global foram amplamente debatidos.
O presidente Jonas Dantas, na abertura dos trabalhos, destacou a relevância da participação dos profissionais no encontro considerado o mais representativo do setor no estado. Ao pontuar a abrangência da área tecnológica responsável por congregar mais de 900 mil profissionais (na Bahia são mais de 35 mil), Dantas argumentou que para que o país cresça com dignidade é preciso haver um projeto focado na redução das desigualdades sociais. "Nós representamos o segmento tecnológico e podemos contribuir de forma qualificada para a construção de uma nação mais igualitária. Não podemos abrir mão dessa participação. Precisamos Pensar o Brasil em sua totalidade. Suas demandas rural e urbana".
Representando as entidades profissionais, o presidente do Clube de Engenharia da Bahia (CEB), João Batista Paim, também ressaltou a importância do evento. "O CEP é um momento importante para debatermos grandes idéias e tomarmos medidas em defesa dos nossos profissionais. Sabemos que a nossa força é capaz de mudar o país e é por isso que precisamos repensar a engenharia".
Pré-congressos definiram temas
Na fase preparatória ao VI CEP foram realizados pré-congressos em mais de 20 municípios baianos, que discutiram e elegeram delegados representativos para o evento ocorrido na capital. Os mais de 500 participantes defenderam entre outras posições, uma participação mais efetiva da sociedade no processo de desenvolvimento urbano dos municípios.
O tema foi reiterado pela secretária Municipal de Planejamento de Salvador, Kátia Carmelo, que na ocasião representou o Prefeito João Henrique. A arquiteta analisou a área tecnológica como sendo um termômetro do tipo de crescimento enfrentado pelo país. "É essencial discutirmos a formação de engenheiros e arquitetos e sua capacitação". Na visão de Carmelo, esse processo resultará em melhorias significativas no desenvolvimento urbano e social dos municípios, passo que já vem sendo debatido com a revisão dos Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
Assessoria de Comunicação do Crea-BA
