I Congresso Norte e Nordeste de Agronomia debate futuro do planeta

Salvador, 11 de Setembro de 2007

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Bahia (Crea-BA), em parceria com a Associação de Engenheiros Agrônomos (Aeaba), promoveu nos dias 5 e 6, o I Congresso Norte e Nordeste de Agronomia. A importância da agronomia no mundo foi o tema aobrdado pelo presidente do Regional, Jonas Dantas, na abertura do evento. Ele aproveitou apresentar o resultado da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, realizada no município de Barreiras e entorno, na última semana de agosto.

Mostrando-se preocupado com a situação do cerrado e da região oeste baiana, sobretudo com as queimadas, lançou a questão: Que modelo de desenvolvimento queremos para a Bahia e de que forma podemos contribuir para isso? Ao acrescentar que todos precisam estar envolvidos com as mudanças ocorridas no planeta, Jonas Dantas citou que seis milhões de toneladas de gases são despejados por dia no Brasil. Na atmosfera, todo ano, são jogados 23 bilhões de toneladas de dióxido de carbono. "Isso é muito grave e ao mesmo tempo mostra a urgência de trabalharmos para sanar esse crime ambiental", disse.

Mudanças Climáticas
Com este tema o engenheiro agrônomo Hilton Silveira Pinto (Unicamp) explicou como era e qual é a expectativa do planeta após o aquecimento global. A década de 90, na explanação do agrônomo, foi a mais quente do último milênio. Mas, de acordo com Pinto, tudo isso pode se reverter a favor do Brasil, caso haja interesse de todos os seguimentos sociais. "Precisamos cultivar o processo de arborização, reduzir as queimadas, trazer mais oportunidades tecnológicas para o agricultor e com isso incentivar as práticas agrícolas. O principal de tudo é não perder a esperança de mudar o quadro que visualizamos hoje", concluiu.

Papel do agrônomo
Na busca por essas mudanças o papel do agrônomo é central, de acordo com Lucedalva Xavier, presidente da Aeaba. "O agrônomo, o cidadão e o estudante precisam estar comprometidos com a sociedade. Isso vai resultar no desenvolvimento de um país que prima por ações concretas", afirmou. 

Já a coordenadora da Câmara de Agronomia Maria Higina do Nascimento citou que desde a produção do alimento até sua exportação, passando pela agricultura familiar, é preciso pensar qual modelo agrícola dever ser implantado. "Vivemos um tempo delicado onde mudança climática e água são debates mais que fundamentais em nossas vidas. Não podemos permitir que um país tão rico como o nosso testemunhe seu povo passando fome", disse.

Ainda foram discutidos temas como agricultura familiar, modelo agrícola, ocupação fundiária, assistência técnica e formação profissional.

Fonte: Ascom – Crea-BA