Gás natural terá importância cada vez maior na matriz energética

11 de setembro de 2007

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, declarou no último dia 4, no Rio de Janeiro, que o gás natural terá uma importância cada vez maior na matriz energética brasileira e até 2030 a participação deste item será de 16%. Com isso, a contribuição será maior que o da hidroeletricidade, que será de 14%. O aumento esperado da produção nacional, além da importação de gás natural liquefeito (GNL), são os fatores que permitem traçar este cenário, de acordo com Tolmasquim. No entanto, o executivo do orgão, ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME) admitiu que haverá uma "pequena" escassez de gás no fim do ano.

"O gás passa a ter um peso importante. A gente tem um potencial no Brasil para aumentar essa oferta de disponibilidade interna do produto, então o gás tem toda a condição, ainda mais agora com a Lei do Gás, de ser um vetor realmente importante", afirmou.

O presidente da EPE compareceu ao 11º Seminário de Gás Natural, promovido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), na sede da Firjan, no Centro do Rio. Tolmasquim fez um balanço sobre o cenário energético do Brasil até 2030 e declarou que apesar da escassez de gás, o País não deverá sofrer prejuízos, já que projetos importantes entrarão em operação a partir do ano que vem, como os terminais de GNL e o Plangás, da Petrobras.

Fonte: Agência Rio