Falta de profissionais no mercado é assunto de Plenária

Brasília, 24 de setembro de 2008

"Mehl, Túlio, Quites e Damázio na plenária"
Durante a 1353ª Sessão Plenária do Confea, o presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), Márcio Damázio Trindade, fez um breve esboço da situação que culminou na queda da procura pelos cursos de engenharia, assim como surgimento de novos. Para ele, atualmente, o grande desafio é “restaurar a nobreza da engenharia”. E para isso, ele aponta alguns caminhos: melhorar a qualidade do ensino de engenharia no país, definir parcerias entre os conselhos e entidades, justamente para evitar perda de energia como aconteceu no passado.

O palestrante informou que a SME atua neste sentido. “A SME desenvolve constantemente atividades com seminários e palestras, buscando melhor qualificar esses profissionais, mas faltam parcerias no dia-a-dia e mais associados”, explicou.

Na oportunidade, ele também apresentou um trabalho que propõe melhorar a falta de profissionalização dos profissionais das áreas do Sistema Confea/Crea. “A exemplo de uma residência médica, a proposta é aprovar uma lei que estipule uma carência de 2 anos para o engenheiro formado exercer a profissão efetivamente”, esclareceu. Márcio Damázio propõe que, durante esse tempo, o profissional seja contratado para aprender na prática o ofício. A empresa contratante, por sua vez, teria isenção de impostos referente à contratação. “Acho que isso despertaria o interesse das empresas e ajudaria o profissional a se colocar no mercado de trabalho”, defendeu.

O presidente do Confea, eng. civil Marcos Túlio de Melo, aproveitou a oportunidade para parabenizar o Prêmio de Ciência e Tecnologia da entidade. “O prêmio dessa instituição deveria ser modelo para outros prêmios, deveria também ser mais divulgado, pois é muito importante no estímulo da criatividade dos profissionais”, afirmou.

Aryana Aragão
Equipe de Comunicação do Confea