Seminário Copa Sustentável discute projetos para o Mundial de 2014

Belo Horizonte, 7 de abril de 2011.

Em 5 de abril de 2011, o Confea e o Crea-Minas, com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, promoveram o Seminário Copa Sustentável com o objetivo de apresentar e discutir o planejamento, organização e implementação dos empreendimentos para o Mundial de 2014 em Minas Gerais. A segunda audiência pública, das 12 que serão realizadas pelo Sistema Confea/Crea contou com mais de 300 participantes entre profissionais e estudantes das áreas tecnológicas, representantes da sociedade civil organizada, deputados e vereadores, entre outros.

O presidente do Confea, engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, enfatizou que a Copa de 2014 é uma grande oportunidade para as 12 cidades-sede e para todo país “repensar alguns gargalos, de forma que os investimentos possam deixar um legado impactante”. Ele destacou que a previsão de investimentos, públicos e privados, é da ordem de R$ 33 bi e que se deve atentar para as propostas técnicas para os empreendimentos e o envolvimento da sociedade para potencializar os resultados e o legado pós-Copa. “Devemos estar atentos para evitar o que ocorreu com as obras do Pan Rio [2007], quando o custo final das obras ficou seis vezes maior do que o previsto”, observou.

Em relação ao custo das obras, o engenheiro civil Gilson Queiroz, presidente do Crea-Minas, rebateu críticas a veículos de comunicação que preveem que a urgência vai levar empreiteiros a superfaturarem obras. Segundo Gilson Queiroz, a imprensa acerta ao dizer que as obras ficarão mais caras do que o previsto caso tenham que ser realizadas em um tempo curto, mas discorda ao dizerem que os culpados são os empreiteiros. “São opiniões pouco embasadas, pois desconsideram questões que tornam um empreendimento mais caro, como horas extras, trabalho noturno e terceirização”, afirmou.

Parcerias - Gilson Queiroz colocou o Crea-Minas à disposição dos três níveis de governo com o objetivo de dar uma boa resposta ao mundo inteiro sobre como se faz uma boa Copa do Mundo. Acrescentou, porém, que é preciso avançar. “Espero que nós consigamos fazer uma discussão dessas obras no sentido de contribuir e não ficarmos apontando erros. Se não somarmos esforços e nos perdermos em discussões enviesadas, vamos ter um vexame mundial. O Crea pretende, por meio de parcerias, disponibilizar trabalho de voluntários para as avaliações das obras, contribuir com o amadurecimento dessas ideias e da sociedade em relação às obras de engenharia”, pontuou.

Em Belo Horizonte, a preocupação com o cumprimento dos prazos tem sido ainda maior. “Nosso prazo não é a Copa do Mundo e sim a Copa das Confederações, realizada no ano que antecede o Mundial”, afirmou Tiago Lacerda, presidente do Comitê Executivo Municipal da Copa 2014. Entre os aspectos que precisam ser aprimorados para o evento, Tiago Lacerda destacou mobilidade, rede hoteleira e capacitação de profissionais. Para ele, “a Copa é uma alavanca que permite antecipar investimentos para melhorar a qualidade de vida nas cidades que receberão jogos” e, por isso, considera importante que os projetos “não sejam feitos apenas para atender as exigências da Fifa”.

Assessoria de Comunicação do Crea-MG