Legado pós-Copa e definição da sede do jogo de abertura são debatidos em Minas Gerais
Legado pós-Copa e definição da sede do jogo de abertura são debatidos em Minas Gerais
Última atualização: 06/04/2011 às 18h12
Belo Horizonte, 7 de abril de 2011.
O Confea e o Crea-Minas, com o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, promoveram, na última terça (5/4), o Seminário Copa Sustentável para debater as ações necessárias para o Mundial de 2014 em Minas Gerais. Entre os temas tratados, a ausência da definição sobre a sede do jogo de abertura e o legado pós-Copa tiveram destaque.
Sustentabilidade - O secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, cobrou uma posição da Fifa sobre a definição da sede do jogo de abertura para 2014. “Desta vez não definiram porque estão esperando São Paulo decidir. Então mandei uma nota para ele [Blatter] lembrando que ele também tem falhas. Que já era para ter escolhido, e que deveria ser Belo Horizonte e não São Paulo, que nem tem estádio”, afirmou, em tom de brincadeira.
O secretário reafirmou o compromisso do Estado com a transparência das ações públicas ao adiantar o convênio que o Governo de Minas pretende assinar com o Crea-Minas para acompanhamento das obras para 2014. “O Crea exerce um papel fundamental nessa caminhada até a Copa do Mundo. É fundamental essa parceria, para que eles possam emitir opiniões e nos ajudem. Essa audiência é importante para que possamos divulgar e esclarecer o que está sendo feito. Uma das coisas mais dramáticas que aprendi na África do Sul foi que eles envolveram a sociedade muito tardiamente, e sofreram com isso. Nós não vamos cometer esse tipo de erro”, enfatizou.
Alcino Reis, assessor especial de Futebol do Ministério do Esporte, afirmou que o trabalho realizado em conjunto pelo governo federal, estaduais e municipais, detalhado na Matriz de Responsabilidades elaborada em 2009, tem contribuído para o cumprimento das metas do país para o evento. “Temos oportunidade de mostrar que nossa competência não é só em ganhar Copas, que somos bons em organizá-la”, registrou. Segundo ele, dez das 12 cidades-sede do Mundial de 2014 cumprem o cronograma de obras em seus estádios e o Mineirão é destaque entre eles. “Temos convicção de que o Mineirão será referência não só do ponto de vista do cumprimento do cronograma, mas também no aspecto da sustentabilidade”, disse.
Legado pós-Copa - Em relação ao Pós-Copa do Mundo de 2014, o presidente do Crea-PR, engenheiro agrônomo Álvaro José Cabrini Júnior, ressaltou que tanto a Copa do Mundo como os jogos Olímpicos de 2016 serão uma grande oportunidade para fortalecer o debate sobre a importância da valorização profissional. "Gostaria que um dos legados destes eventos fosse mostrar para os gestores públicos brasileiros que os nossos quadros técnicos precisam ser recompostos e valorizados. Se isso acontecer não teremos dúvidas de que daremos conta de atendermos as demandas da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos, do PAC I, PAC II e de todas estas obras de suma importância para o desenvolvimento do país", afirmou.
Para Gilson Queiroz, além do legado tangível como as arenas, a melhoria na mobilidade urbana, na rede hoteleira, é importante destacar o legado intangível. A melhoria na segurança pública, na infraestrutura da saúde, no nível socioeducacional e o controle social sobre os gastos públicos. Ele afirmou que a "Copa potencializa a oportunidade de valorização do trabalho, da engenharia. Temos que resgatar o valor das pessoas, pois isso coíbe a corrupção. Outro benefício para que o Mundial nos traz é a elevação da auto-estima, pois precisamos perder o complexo de país subdesenvolvido". O presidente do Conselho, colocou a casa à disposição como um espaço para discussão de todas as etapas. Para ele, a parceria é uma palavra fundamental na construção dessa Copa do Mundo. Assessoria de Comunicação do Crea-MG