O Globo, 07 de abril de 2011 | 21h00
RIO - Após realizar vistoria em duas câmaras subterrâneas da cidade, o promotor de Justiça Pedro Rubim Borges Fortes cobrou, durante audiência pública na Alerj, nesta quinta-feira, agilidade na implantação do monitoramento eletrônico e manutenção constante de todos os bueiros da cidade pela Light. A vistoria, realizada em conjunto com representantes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ), teve início na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com a Rua Bolívar, mesmo local onde um bueiro explodiu dia 1º de abril, deixando cinco pessoas feridas e abrindo uma cratera de seis metros de diâmetro no asfalto.
Em seguida, foi vistoriada a câmara subterrânea da Avenida Passos, no Centro, onde funciona um sistema de prevenção de acidentes, por monitoramento eletrônico, que detecta presença de gás, água e seres humanos. As informações são encaminhadas diretamente para uma central de controle. De acordo com Rubim, a Light informou que já existem 50 sistemas como este em funcionamento na cidade, e há a previsão de que mais 1.120 sejam instalados este ano.
"Existe uma diferença muito grande entre a câmara já renovada, com monitoramento eletrônico, e as que ainda não sofreram essa intervenção. E é necessário que a Light implemente esse sistema de maneira abrangente para que a população possa estar completamente tranquila de que não haverá novas explosões de grande impacto", afirmou em nota o promotor.
