Petrobras quer participação do Confea/Crea em rede de desenvolvimento

Brasília, 27 de abril de 2011

A fim de apresentar a Rede de Melhoria da Gestão para o Desenvolvimento da Cadeia Nacional de Fornecedores de Bens e Serviços da Petrobras, o assessor da Presidência da Petrobras Sydney Affonso participou, nesta quarta-feira, 27/4, de Sessão Plenária do Confea. O objetivo da Rede é estimular o desenvolvimento competitivo e sustentável da cadeia nacional de fornecedores de bens e serviços da Petrobras para suportar seu programa de investimentos e para que esses fornecedores possam atuar no mercado internacional.

Affonso definiu o programa como um "mutirão", do qual participam diversos órgãos e entidades além da Petrobras, como Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Fundação Nacional da Qualidade e Movimento Brasil Competitivo. "A Rede é aberta, não é hierárquica. A ideia é criar um conjunto de valores e princípios comuns, que promovam uma mesma visão de futuro". Dentro da rede há cinco Grupos de Trabalho - coordenação e integração; esfera pública relacionada ao ambiente de negócios; apoio à melhoria da gestão empresarial; sustentabilidade local e regional e integração de diagnósticos - e 12 programas. Entre os programas, o assessor da Presidência da Petrobras destacou o Fortalecimento da Engenharia Nacional. "É o programa que recebeu maior peso. É muito importante fortalecer o que já temos de muito forte no Brasil", afirmou.

Para que a Rede funcione, a estrutura conta com uma Secretaria Executiva e um Comitê de Governança. Há uma secretaria e um comitê na esfera federal e pretende-se implantar secretarias e comitês estaduais em todas as unidades da federação. Elas já estão instaladas nos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os três próximos estados previstos são Maranhão, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. As secretarias executivas e comitês de governança estaduais são implantados após reuniões de mobilização nas capitais. "A ideia é que dentro de cada estado, o empresariado não veja só a demanda local, dele, mas como ele pode contribuir para a demanda nacional, queremos que ele pense maior", explicou o assessor da Petrobras. De acordo com a apresentação, a Petrobras conta com a participação dos Creas, na esfera estadual, tanto nas secretarias executivas como nos comitês de governança. "Esse é o mutirão que precisamos construir no país, para que consigamos canalizar todos os nossos recursos e salvaguardar a indústria nacional. Muita gente já escreve nos jornais sobre a mobilização da indústria nacional e essa é uma oportunidade que não podemos deixar passar de jeito nenhum. A participação do Confea/Crea neste momento é fundamental", disse.

Ao final da exposição, o presidente do Confea ressaltou sobre a nacionalização que a Petrobras aplicou na contratação de serviços. "Isso fortaleceu as empresas brasileiras do setor. É uma revolução na área da Engenharia, que resulta na motivação do empresariado brasileiro", disse Marcos Túlio de Melo.

Preço da gasolina
Após apresentação do programa, o conselheiro federal Martinho Nobre questionou se o projeto visa também a otimizar o preço dos combustíveis no Brasil. "Comparado com países vizinhos, o preço da gasolina no Brasil é muito alto!", comentou o conselheiro. De acordo com Affonso, o que aumenta o preço da gasolina é o álcool, que faz parte da composição do combustível. "A Petrobras não aumenta o preço de seus combustíveis desde 2009", afirmou. "O aumento no preço da gasolina é decorrente do aumento do preço do álcool, dos impostos atribuídos e do lucro dos donos dos postos. A Petrobras não tem ingerência sobre isso", explicou.

Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea