Curitiba, 12 de maio de 2011.
As obras de mobilidade urbana em Curitiba, planejadas para atender às necessidades da população durante e após a Copa de 2014, somam investimentos superiores a R$ 5 bilhões. Todas elas foram apresentados pelo presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gil Fernando Polidoro, no seminário realizado pelo Sistema Confea/Crea e pelo Sinduscon, no dia 10 de maio, na capital paranaense. Licitações como a da Avenida Marechal Floriano já foram realizadas. Já as obras da Via Radial ainda estão na fase de recebimento de propostas de projetos executivos.
Sobre a rede hoteleira – uma das principais preocupações das cidades-sede – o secretário estadual da Copa, Márcio Celso Cunha, garante que esse não será problema para Curitiba, pois, segundo ele, já existe disponibilidade de 18 mil leitos, mais que o dobro do número exigido pela Fifa, que é de 8 mil. Segundo Cunha, a cidade já está preparando voluntários, com cursos de capacitação de profissionais que atuam em turismo e em segurança. Na abertura do seminário, Márcio Celso anunciou que a Fifa reconheceu 12 centros de treinamento de seleções em Curitiba e em cidades do entorno, e que a cidade é a segunda do Brasil em equipamentos aprovados, perdendo apenas para São Paulo.
Contudo, os curitibanos que sonhavam com a implantação do metrô terão de esperar mais um pouco. O secretário esclareceu que essas obras não estão vinculadas à Copa. Ele afirma que a sondagem do subsolo já foi realizada, mas que não há recursos suficientes, estimados em R$ 2,2 bilhões.
O secretário também comentou a necessidade de mudança na legislação municipal, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas no estado. Devido à exigência de um dos patrocinadores da Copa (Budweiser) a legislação terá que ser alterada para o período dos jogos.
Aeroporto e Arena
As obras de ampliação do aeroporto Afonso Pena já começaram, segundo o superintendente da Infraero Antônio Pallu. Com investimento total de R$ 490 milhões, estão previstas as ampliações do terminal de cargas, do pátio de aeronaves, do terminal de passageiros e do estacionamento.
Já as obras do Estádio Joaquim Américo (Arena da Baixada) ainda estão na fase final do projeto básico e do projeto executivo, segundo o arquiteto Carlos Arcos. A área atual de 60 mil m2 será duplicada e contará com uma arena multiuso, com espaços flexíveis para realização de eventos. Sobre o aumento do custo estimado das obras, inicialmente de R$ 135 milhões e atualmente de R$ 220 milhões, a engenheira Suzana Costa, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC), esclareceu que o aumento ocorreu porque não havia informações suficientes por parte da Fifa quando foi elaborada a primeira versão do projeto. As exigências posteriores demandaram complementações que interferiram no orçamento.
Aloísio Lopes
Assessor de Comunicação do Confea
