Brasília, 24 de maio de 2011.
Hoje, foi a vez de Fortaleza (CE) receber a audiência pública que está sendo realizada pelo Sistema Confea/Crea nas capitais do país que sediarão a Copa de 2014. Com o intuito de acompanhar as iniciativas em prol da viabilização necessária para a realização dos jogos mundiais, em Fortaleza, foram programados debates sobre os compromissos governamentais para o evento; infraestrutura e mobilidade urbana; as obras e seus impactos e fiscalização e controle social.
Durante a cerimônia de abertura, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, falou sobre o contexto atual do país. “O Brasil vem vivendo, nos últimos anos, um momento muito interessante, onde retoma o crescimento com um novo foco da sustentabilidade ambiental e social, ganhando um reconhecimento internacional que não tivemos no passado”, afirmou. Segundo ele, o país tem hoje o potencial de ser a 5ª maior economia do mundo nos próximos 10 anos e a realização da Copa insere-se nessa perspectiva do desenvolvimento brasileiro e de ter uma nova projeção do nosso país no cenário internacional.
Para Marcos Túlio, esse é o maior evento mediático mundial, cuja audiência é estimada em cerca de 30 bilhões de espectadores. “É o momento para o Brasil dizer ao mundo a imagem que deseja ter. Temos uma imagem de um país receptivo, acolhedor; mas também temos a imagem de um país que degrada o meio ambiente, no qual existe um forte turismo sexual, que não tem a devida segurança para o turista ou que tem até mesmo uma imagem de corrupção”. Assim, em sua visão, o Mundial será uma grande oportunidade para dizer ao mundo que não o é. “Nessa audiência queremos discutir a transparência do processo, da contratação dos projetos, das obras e dos serviços envolvidos para mostrar ao mundo que somos um país sério, que se dispõe a combater a corrupção”.
Nesse contexto, Marcos Túlio criticou a MP 521/2010, que cria excepcionalidades para contratação das obras da Copa. Ele ressaltou que a Medida prevê a contratação de trabalhos intelectuais por meio de pregão e, mais que isso, a possibilidade de contratar obras e serviços em sigilo. “Não consigo compreender como obras públicas, envolvendo recursos públicos, podem ser contratadas em sigilo”, destacou.
Marcos Túlio observou, ainda, a importância de conhecer precisamente os orçamentos dos projetos e quem é o responsável por eles. “Esse é um trabalho técnico-operacional e que deve apresentar quem o elaborou”. Para ele, é importante acompanhar todas as fases desse processo e apresentá-los de forma clara à sociedade. “Pressa não pode ser justificativa para perda de qualidade e de processo de transparência”, frisou. Por fim, afirmou que não tem dúvida de que a Copa será realizada com qualidade, mas que é preciso mobilizar todos os envolvidos, governos, iniciativa privada e sociedade para que, juntos, o evento seja bem sucedido e que o seu maior sucesso seja o legado para a sociedade e para o país.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
