Abertura da audiência pública em Fortaleza destaca legado da Copa 2014

Brasília, 24 de maio de 2011.

A audiência pública sobre a Copa 2014 que está sendo realizada hoje em Fortaleza (CE), pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (Crea-CE), contou, na cerimônia de abertura com a presença de diversas autoridades.

Para o presidente do Crea-CE, Antônio Salvador, a maior preocupação é de que todas as obras de infraestrutura  realizadas beneficiem a população e sejam realizadas de maneira correta. “Temos uma cultura de não planejar e o resultado disso é o mau investimento e o mau resultado das obras”, destacou. Em sua opinião, a Copa 2014 é um evento que vai deixar um legado muito importante e se for realizado metade do que está planejado Fortaleza será uma outra cidade. “Precisamos levar a informação correta do que está acontecendo à sociedade. Com isso, podemos sensibilizá-la para que ela se mobilize, cobre, opine”. 

O secretário especial da Copa 2014 do Governo do Ceará, Ferrúcio Feitosa, representando o governador, também ressaltou a importância de promover o envolvimento da sociedade e da iniciativa privada com a Copa do Mundo. “É um grande momento para que a gente possa planejar as ações de governo, o desenvolvimento do nosso país. Passou-se o tempo de que as coisas não eram planejadas. A gente tem nessa audiência uma diversidade de pessoas, entidades e representações; é um bom momento para sairmos daqui com grandes ideias para juntos construirmos um grande futuro do nosso país”, disse.

Representando a prefeita de Fortaleza, Geraldo Accioly, coordenador dos projetos especiais da Prefeitura, afirmou que a questão da transparência e do debate público é algo fundamental.
Em sua opinião, temos a tendência de fazer comparações, o que é normal, porém não teremos nada igual ao que ocorreu nos outros países devido às suas especificidades. Ele lembrou que na Alemanha, havia a vontade de desassociar à imagem do nazismo, querendo mostrar-se povo acolhedor; na África do Sul, querendo romper com a imagem do apartheid. “No Brasil, vamos fazer a Copa com a nossa cara, com o nosso acarajé, com o nosso pirão e com a nossa tecnologia”, ressaltou. Para ele, não devemos mostrar apenas as obras físicas. “A grande alavanca é muito mais profunda, no sentido de fazer com que o nosso acolhimento não só atraia os turistas para a Copa, mas para ver as belezas naturais de Fortaleza e do Ceará no futuro”.

Segundo o presidente da Comissão de Cultura e Esportes do Estado do Ceará, deputado Ferreira Aragão, é preciso entender que Copa do Mundo não se restringe só as obras. “Esse não é só o evento esportivo mais importante  do globo terrestre; os serviços e as obras são muito importantes, mas a parte periférica também”. De acordo com ele, lamentavelmente, no Brasil houve uma disputa política muito grande para escolher as cidades-sede . Em sua opinião, o ideal seria, para uma boa Copa no país, que houvesse apenas oito sedes, pois algumas cidades escolhidas não têm condições de a receberem. Em sua opinião, Fortaleza está bem preparada: “o PV (estádio Presidente Vargas) é a primeira praça que já está 100% preparada nos padrões para a Copa do Mundo”.

Teresa Noumann, coordenadora das Entidades do Crea e presidente do Senge do Ceará, falou sobre o papel dos profissionais da área tecnológica. “ Nós estamos em todas as áreas de todas essas ações que estão sendo desenvolvidas para a Copa e precisamos ver de forma integrada essas ações”. Para ela, a questão tecnológica e seus legados devem resultar na melhoria da qualidade de vida da população. “Esse que deve ser o resultado do nosso trabalho. Nós, da área tecnológica, temos que estar preocupados e conscientes da nossa responsabilidade sobre o legado da área tecnológica, principalmente por termos a responsabilidade pelo projeto, execução, análise e fiscalização”, disse.

Por último, o vereador Antônio Henrique, da Câmara Municipal de Fortaleza, destacou o trabalho que está sendo desenvolvido pelo órgão. “Estamos fazendo um trabalho para acompanhar os projetos da Copa e temos uma comissão especial para isso”. De acordo com ele, uma ação importante que está sendo implantada, tendo em vista que a capital abrirá as portas para diversas pessoas desconhecidas, é a instalação de uma CPI que vai apurar a exploração sexual infantil. Porém, ele acredita que esse não deve ser apenas um trabalho da Câmara, do governo local ou federal, mas que todos devem trabalhar em comum acordo para que a infraestrutura disponibilizada para a Copa seja utilizada antes, durante e depois do Mundial.

Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea