Brasília, 30 de maio de 2011
O Cden tem hoje cinco comitês: o de Desenvolvimento Nacional, que articula o programa de desenvolvimento para o Brasil e atua nos pontos afins das metas do Cden; o de Legislação Profissional, que propõe permanentemente o aperfeiçoamento da revisão da legislação profissional, do salário mínimo profissional, das atribuições profissionais e dos assuntos afins e sua aplicação e implantação; o de Organização e Comunicação, que trata do funcionamento e do Regimento do Cden, dos serviços para as entidades e da circulação da informação; e o de Educação e Ética, cujo foco é a divulgação e a aplicação do Código de Ética.
Ainda na abertura, Ricardo Nascimento falou sobre a dificuldade que algumas entidades encontram em obter informações acerca dos trabalhos realizados pelo Cden. Ele apresentou a página do Colegiado no site do Confea, onde pretende disponibilizar todas as informações pertinentes ao Cden, como uma das soluções. Hoje, encontram-se, nessa página, informações sobre a história do Cden, sua estrutura administrativa, as entidades registradas, as entidades precursoras e os comitês do Colegiado. Há também informações sobre os representantes do Cden no Confea; sobre as propostas aprovadas nas reuniões ordinárias e extraordinárias e o próprio calendário de reuniões, além da íntegra da cartilha e do catálogo do Cden.
Os usuários podem encontrar ainda, no site, informações completas sobre as linhas de crédito disponíveis pra as entidades. Hoje, as entidades tanto as registradas como as precursoras podem acessar crédito para publicações e para projetos de parceria de interesse do Sistema e para realização de convênio com o Confea. Na página, estão disponíveis ainda informações sobre auxílio financeiro para publicação de memória das entidades, além de outros documentos pertinentes ao tema.
Propriedade industrial
A pauta da reunião extraordinária do Cden incluiu ainda uma palestra do diretor de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Júlio César Castelo Branco Reis Moreira. Para ele, é fundamental que o Sistema Confea/Crea, por meio de suas entidades, ajude a divulgar para os profissionais, sobretudo engenheiros, a importância das patentes para proteger a tecnologia e o capital investido em inovações. Para ele, há três formas de lidar com o conhecimento: torná-lo público, por meio de artigos científicos; manter em segredo, assumindo o risco de que a informação seja apropriada por terceiros, e depositar um pedido de patente.
Ele ressalta que a terceira forma é a mais segura para proteger a propriedade intelectual e isso é reconhecido no mundo. “Hoje 70% da informação tecnológica circula no mundo por meio de patente e não por meio de artigos científicos”, ressalta Moreira. Ele citou diversas vantagens do depósito, além de funcionar como ferramenta de disseminação de informações, como, por exemplo, fornecer dados para indicadores do grau de desenvolvimento tecnológico, entre outros. “É preciso proteger a tecnologia para que possamos alavancar o desenvolvimento do país”, ressaltou.
Ele ressaltou que, no ano passado, o total de depósito de patentes somava 30 mil. Contudo, 75% dessas patentes eram de não residentes no país. “Isso é bom, mas temos de aumentar a outra fatia”, ressaltou Moreira, referindo-se aos depósitos de brasileiros e residentes no país. Segundo ele, o baixo número de patentes refere-se ao desconhecimento dos profissionais brasileiros acerca da importância do registro.
A reunião do Cden continua amanhã, durante todo o dia.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
