Agrimensura: profissão em alta

Brasília, 03 de junho de 2011.

“A profissão continua em alta”, constata Reinaldo Sabadotto, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros Agrimensores - Fenea, que integra o Colégio de Entidades Nacionais – Cden – um dos fóruns do Sistema Confea/Crea.

As nove faculdades de Cartografia e de Agrimensura existentes no país – SC, SP, MG, RJ, AL, BA e PI - formam por ano cerca de 350 profissionais, mas registram uma evasão de 20%, informa Sabadotto, para quem “esse porcentual faz falta ao país, que precisa de investimentos em infraestrutura para aproveitar as oportunidades de desenvolvimento e ter por onde escoar a produção agropecuária sob pena de estancar o atual ânimo desenvolvimentista”.

Com a aprovação do novo Código Florestal, a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o mercado de trabalho para o engenheiro agrimensor ficará mais aquecido, acredita o presidente da Fenea. Sorte de quem está na faculdade ou pensando em prestar vestibular. O curso dura cinco anos.

Mercado – Segundo o Guia do Estudante, a agrimensura - um dos 34 tipos de engenharia existentes - realiza o levantamento e a medição de terrenos, e prepara áreas para obras tanto na cidade como no campo. A instalação de infraestrutura da rede hidráulica, sanitária, elétrica e de transporte é precedida pela atuação do agrimensor. A atividade lança mão de ferramentas como fotografias aéreas, satélites e mais recentemente do GPS para dimensionar terrenos, realizar pesquisas sobre o solo e o relevo de uma região.

É no interior que o agrimensor encontra as melhores oportunidades de colocação. As prefeituras recorrem a esse profissional para fazer o cadastro do município. Construção e recuperação de rodovias também utilizam a mão de obra do agrimensor que tem que estar disposto a executar trabalhos distante de seu local de origem em condições nem sempre confortáveis, sem todos os recursos disponíveis.

Mas os centros urbanos também são um bom campo de trabalho. Projetos de loteamento, traçado de cidades, indústrias e grandes construtoras são algumas opções, por um salário inicial que gira em torno de R$ 3 mil.

Sabadotto lembra que além dos projetos do governo, como o de Ordenação do Cadastro de Imóveis Rurais – Lei 10267/2005 – que obriga a medição e o georeferenciamento de terras acima de 500 hectares para fins de reforma agrária, existe a área ambiental especialmente aquecida com a construção de hidrelétricas e que precisa de medições e estudos de impacto ambiental. Incra, o Ibama e o próprio Ministério Público também carecem desses profissionais em quantidade suficiente para atender a demanda. Ele cita ainda empresas como a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), entre as que no setor privado também são excelentes opções para os engenheiros agrimensores.

Atividades – O agrimensor pode atuar em: Avaliações e perícias, Batimetria, Cadastro técnico, Construção civil, Estudo do meio ambiente, Georreferenciamento, Levantamento aerofotogramétrico, Levantamento topográfico e geodésico, Obras elétricas, Posicionamento Global por Satélite (GPS), Representação cartográfica, Saneamento, Sistema de Informações Geográficas (SIG), Topografia industrial.

Atualmente, o país registra cerca de 10 mil agrimensores atuando.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação