Governo e sociedade debatem políticas de Defesa Civil

Brasília, 8 de setembro de 2011.

Decidida em março de 2010, durante a Conferência Nacional de Defesa Civil, a criação do Movimento Articulação Nacional de Controle Social e Políticas Públicas de Defesa Civil, começa a ganhar contornos mais definidos.

Na tarde de hoje, na sede do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, em Brasília, representantes do governo e da sociedade, realizam a primeira reunião visando mapear a realidade atual e decidir os próximos passos para a definição de políticas públicas que beneficiem a população atingida por desastres naturais.

O assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, Marcelo Pires Mendonça, explica que a reunião é importante em função da proposta do próprio governo da presidente Dilma Roussef “que defende a participação social como método de governo”.

Ele explica que a missão da Secretaria Geral neste caso é “criar mecanismos para que haja essa participação social” e complementa que esse trabalho vem sendo feito por meio da realização de conferências, congressos e audiências públicas sobre Defesa Civil:

“Cabe a nós criar novos e aperfeiçoar os mecanismos existentes para que sejam mais efeicazes”.

Para Agnes Ramos e Verena Lellis, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, o momento é muito importante em função do aumento da ocorrência e da intensidade de desastres naturais.

Elas destacam o fato do governo estar atento e consciente da necessidade de reduzir as causas e as consequências dos desastres, e que a Defesa Civil tem participado  ativamente da comissão especial, na Câmara dos Deputados, que discute o assunto.

José Magalhães da Cáritas, destaca que o principal objetivo da reunião é a criação do movimento de Articulação.

“É a primeira vez que a sociedade se organiza para propor e acompanhar a implantação de políticas de defesa civil que visem o bem de todos”.

Para ele, a criação da Articulação ajudará, inclusive, a  aumentar a consciência da sociedade sobre os cuidados a serem tomados com o meio ambiente.

“O movimento vai mudar a realidade atual, que reflete a falta da cultura da prevenção e que implica em não desmatar, e não jogar lixo nos rios, por exemplo, e isso passa pela conscientização da sociedade”.

Hoje, na sede do Confea estão reunidos representantes da Pastoral da Criança, do Movimento dos Atingidos por Barragens, Força Sindical e do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida, entre outros. O governo federal, por sua vez, está representado pela Secretaria Geral da Presidência da República e Ministérios das Relações Exteriores, Saúde e de Ciência, Desenvolvimento e Tecnologia.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação Social