Porto Velho, 12 de setembro de 2011.

“O Estado de Rondônia foi o escolhido para sediar o evento, pois passa por uma fase de grande desenvolvimento por possuir uma área favorável para a produção de energia, tema que é destaque nacional”, explica o diretor executivo da Fisenge, José Ezequiel Ramos. A instalação das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas construídas no rio Madeira, vão gerar juntas aproximadamente 7000 megawatts, que atenderão mais de 20 milhões de residências no país. “As obras das duas usinas são fundamentais para sustentar o desenvolvimento econômico do Brasil”, acrescentou Ramos.
Para ele, diante desta conjuntura, “é imprescindível debater em que sociedade a engenharia está inserida nos próximos anos, como acompanhar a urbanização sem deixar de valorizar o espaço rural, como trazer sustentabilidade e mobilidade urbana das cidades, como garantir emprego aos novos profissionais que entram no mercado a cada ano, como promover a internacionalização por meio de integração com países da América Latina e como desenvolver questões específicas da região Norte que interferem no contexto nacional, como a mineração e energia. E todos estes temas culminam em um só ponto: desenvolvimento econômico do país,” finalizou.
Internacionalização: Que América Latina queremos?
Fábricas de bárbaros modernos. Desta forma, o professor da Universidade de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques, representou a sociedade, durante palestra sobre Integração da América Latina na tarde de quinta-feira, dia 8. “É hora de nos abrirmos para a dramaticidade do mundo moderno. Fomos treinados pela ideologia eurocentrista, tanto em relação ao biotipo físico como o pensamento. No entanto, não há lugar no mundo onde esteja surgindo o novo como na América Latina”, apontou.
O diretor do Senge-PR e militante dos movimentos sociais, Antonio Goulart concorda e destaca: “Mais do que brasileiros somos latinos-americanos”. Goulart falou sobre sua viagem pela América Central, especialmente em Honduras, onde o processo de violência aos movimentos é bastante intenso. “Assim como ocorreu na Bolívia, no Peru, no Equador, por exemplo, é preciso estimular a democracia participativa, com o povo como grande protagonista das transformações. Nosso desafio é pensar o socialismo do século XXI. A América Latina é nossa alternativa plurinacional”, argumentou Nildo Ouriques. Goulart concluiu: “Além de desenvolvimento econômico, é preciso pensar na integração popular”.
Engenheiros visitam Usina Hidrelétrica Santo Antonio
Em meio à programação, na tarde de sexta-feira, dia 9, cerca de 100 engenheiros realizaram uma visita técnica à Usina Hidrelétrica Santo Antonio. Atualmente, são 18 mil funcionários, sendo 80% naturais de Porto Velho; e 10% de mulheres nos canteiros de obras. A visita iniciou por um galpão de montagem de turbina e, depois, por uma casa de força. Durante o trajeto, foi possível perceber o desvio do rio Madeira, bem como a grandiosidade da obra. A entrega da primeira turbina está prevista para dezembro.
Com informações da Fisenge e Senge-RO
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