Cuiabá, 19 de setembro de 2011.

"Minha preocupação é saber se existe algum problema estrutural na obra devido ao tempo que está abandonada. Também queremos saber se há necessidade e possibilidade de atualização do projeto do hospital, uma vez que já se passaram pelo menos vinte e cinco anos e existem novas legislações na área da saúde e acessibilidade, por exemplo. Sem falar na adequação da demanda de leitos", justificou o deputado.
O presidente do Crea-MT achou justa a solicitação e se prontificou a organizar a FPI que deve ocorrer no próximo mês. "Faremos a fiscalização que será composta pelos profissionais que forem necessários e entregaremos um relatório técnico da real situação da estrutura", afirmou Tarciso Bassan.
Segundo o deputado, a questão foi levantada depois que o Governo Estadual anunciou interesse em retomar as obras do Hospital Central. Aray defende que devido a crescente demanda na área de saúde sejam construídos dois hospitais regionais nas cidades de Barra do Garças e Diamantino para atender a região e não sobrecarregar Cuiabá e Várzea Grande.
As obras do Hospital Central datam de 1985 e foram paralisadas por irregularidades apontadas em superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União. Em 2009, o Ministério Público Federal pediu o ressarcimento de R$ 14 milhões em ação protocolada em 2003, pelo então procurador da República Pedro Taques. E, em 2010, o juiz federal José Pires da Cunha, determinou a devolução de R$ 14 milhões dos envolvidos.
*Rafaela Maximiano
Gecom/Crea-MT
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