Olhar holístico da mulher precisa evoluir em toda a sociedade

Brasília, 15 de dezembro de 2011.

Desde segunda-feira está acontecendo, em Brasília, a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, com a presença de cerca de três mil pessoas. No evento estão sendo debatidos temas como autonomia econômica feminina, participação das mulheres na política e violência contra as mulheres. O objetivo é, a partir do resultado das discussões, elaborar políticas públicas voltadas para a construção da igualdade.

Representando o Confea, participou da abertura a conselheira federal Maria Luiza Poci Pinto, coordenadora do Grupo de Trabalho Pró-Equidade de Gênero. Segundo ela, pôde-se observar que movimento em favor da equidade de gênero está muito forte. “Foram mais de 200 mil pessoas que fizeram parte de delegações estaduais e municipais e que, mobilizadas, fortaleceram e fortalecem na base esse movimento”, disse.

Para Maria Luiza, a participação do Sistema Confea/Crea nesses debates é essencial, uma vez que não basta trabalhar apenas pelos profissionais, mas, principalmente, contribuir para a melhoria das questões sociais e do desenvolvimento do país. “A nossa proposta de equidade de gênero significa garantir oportunidade para todos e, para isso, não podemos ficar fechados dentro do Sistema”, afirmou.

Em termos de avanços, citou a implantação da Lei Maria da Penha e o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. Segundo ela, há estatísticas que comprovam que as mulheres, em alguns setores, tanto de nível médio quanto superior, já superam, inclusive, a quantidade de homens e se tornam arrimo de suas famílias.

Outro exemplo positivo é o fato de, em alguns locais, se observar a participação mais efetiva dos homens nas discussões em favor da igualdade. No caso do Sistema Confea/Crea, citou a reunião do GT Pró-Equidade, em Foz do Iguaçu, onde os debates e trabalhos foram coordenados pelo eng. agrôn. Ângelo Robertina.

Por fim, apesar dos avanços mencionados, Maria Luiza lamentou: “essa é uma porção de contribuição muito pequena. O olhar holístico da mulher precisa evoluir, tanto na sociedade, quanto no colegiado do Sistema Confea/Crea”, ressaltou.

Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea