Rio de Janeiro, 20 de junho de 2012.

Quem contextualizou foi o diretor administrativo e financeiro da Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana e engenheiro civil Hernani Marcos Cardoso de Souza. “O atestado de nascimento das favelas se deu nessa época e abriu uma grande discussão: vamos recuperar essas áreas? Vamos provê-la de serviços? Isso basta para o desenvolvimento?”. Souza afirma acreditar que o provimento da infraestrutura não atende a população se, em conjunto, não for realizado um trabalho de desenvolvimento social, pautado pelas diversas necessidades do indivíduo.
Hernani Souza participou do painel “The Human Being: Core of Sustainability”, na programação da última terça-feira (19/6). Na ocasião, ele apresentou números como os 2,5% de recursos do PAC destinados à área social. ”Evidentemente isso não é suficiente para garantir o desenvolvimento, sobretudo o desenvolvimento sustentável. Mas estamos no caminho. Nós já temos algumas experiências com o Banco Mundial, com outros organismos, de investir 25% de recursos de obras de urbanização no social. E hoje nós vamos apresentar alguns experimentos que invertem essa lógica, que investem 85%, 90% em social e 10% em infraestrutura”, afirmou. “Sou engenheiro civil e sei muito bem a importância que tem uma obra. Mas a obra tem um valor muito maior quando temos claro a que ela se destina”.
Para outro participante do painel, Fabrizio Pellicelli, diretor no Brasil da Fundação italiana Avsi, não se pode falar em desenvolvimento sem se falar em cidade, e não se pode falar em cidade, sem se falar em população. “Com certeza o Brasil é um dos países do mundo que investe muito no tema do desenvolvimento urbano. Temos programas, políticas nacionais que nos últimos dez anos viraram centro da política nacional. Isso é muito bom. Mas, além disso, precisamos de uma ação integrada no território”, defendeu.
Beatriz Leal e Augusto Viana
Assessoria de Comunicação do Confea e Agência do Rádio Brasileiro
