Brasília, 20 de junho de 2012.
No sábado, 16, Ibá dos Santos Silva, um dos representantes do Sistema Confea/Crea no evento, participou do painel sobre Desemprego, Trabalho Decente e Migrações e, no domingo, sobre Padrões Sustentáveis de Consumo e Produção.
Renda Mínima
Embora não fizesse parte da pauta de discussões, o programa Renda Mínima foi apresentado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) como uma das sugestões para compor o documento.
Ao afirmar que consideraria a ideia do Renda Mínima na redação do documento a ser elaborado pelo grupo, o economista James Galbraith afirmou que o “Brasil vem sendo um exemplo no combate a pobreza”.
Além do Renda Mínima, os programas Bolsa Família e Salário Desemprego também foram muito citados, mas todos os palestrantes concordam que “não se pode ficar apenas na ajuda, e que as pessoas querem empregos dignos em trabalhos com segurança física e direitos trabalhistas garantidos, além de saúde e educação”.
Para Ibá, “as pessoas de um modo geral buscam melhorar suas condições para garantir uma boa qualidade de vida, o que inclui procurar trabalhar próximo a sua casa, à escola das crianças e isso pode diminuir a procura pelos grandes centros urbanos, o que seria bom para todos”.
O engenheiro agrônomo lembrou, no entanto, que o uso de máquinas, como os robôs na indústria e mesmo nas atividades agroflorestais “é fator que reduz as possibilidades de emprego e que isso deve ser considerado pelos governantes”.
Para Ibá, é “lógico” o raciocínio dos que defendem que o desenvolvimento sustentável e a economia verde podem ser a resposta para as crises econômico-financeiras e no combate a pobreza.
No resumo das discussões do domingo, ele ressaltou que “é possível e necessário rever os atuais padrões de consumo para que seja mais racional, evitar desperdícios na cadeia produtiva e também por parte da população”.
Para ele, “as empresas deveriam estar mais atentas ao bem que seu produto pode fazer à população e não somente no preço final dele”.
Ibá também defendeu que o desenvolvimento sustentável e a economia verde podem ser realidades cada vez mais palpáveis “com a colaboração de cada cidadão e com uma campanha sobre educação ambiental que envolva as pessoas na preservação do meio ambiente”.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
