Colégio de Presidentes aprova moção de protesto

 

Brasília, 2 de agosto de 2012

 

Uma reportagem, publicada no último dia 22 de julho, pelo site  G1, levou que o Colégio de Presidentes do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Conselhos regionais e Mútua aprovasse uma moção de protesto ao governo. A moção marcou o encerramento das atividades do Colegiado, nesta sexta-feira, em Cuiabá. O instrumento se refere, textualmente, a uma “moção de protesto quanto à contratação de oficiais engenheiros do Corpo de Engenheiros do Exército Americano para prestarem serviços de consultoria em estudos hidráulicos e topográficos, visando a navegabilidade do rio São Francisco e usos múltiplos de  sua bacia hidrográfica, e solicita explicação do governo brasileiro”.

De acordo com a moção, aprovada por unanimidade, é de conhecimento público por todo o país e, sobretudo, a comunidade científica e tecnológica, o domínio técnico, bem como a ampla experiência acumulada por parte dos profissionais das Engenharias e profissões afins brasileiras, “incluindo também a reconhecida e respeitada expertise em todas as áreas tecnológicas dos nossos engenheiros militares, por ser o nosso país um dos maiores geradores de energia hidrelétrica e, portanto, conhecedor de todas as grandes e médias bacias hidrográficas do nosso país, além de já explorar o transporte hidroviário em bacias importantes do nosso território”.

O documento de protesto ao governo brasileiro, assinado pelo presidente do Crea-MS e coordenador interino do Colégio de Presidentes, Jary Castro, destaca ainda que “considerando o esforço do Sistema em defender a soberania nacional por meio do conhecimento dos profissionais a ele vinculados e, ainda, a restrição legal disposta na lei 5.194/1966 em permitir que as atividades técnicas e profissionais somente sejam realizadas após o registro no nosso Conselho Profissional vem, em face do exposto, protestar veementemente e se colocar contrário a essa medida, bem como vem requerer ao Confea a oficialização deste protesto, seguido do pedido de explicações sobre tal medida, encaminhando correspondência à Presidência da República, aos Ministérios da Defesa e da Integração Nacional”.

Henrique Nunes

Assessoria da Comunicação e Marketing do Confea