Fortaleza, 16 de agosto de 2012

Em Fortaleza (CE) desde a terça-feira, 14, a Comissão do Mérito analisa as 99 indicações que este ano concorrem à Medalha e ao Diploma de Honra ao Mérito - honrarias que há 54 anos são conferidas pelo Sistema Confea/Crea aos que contribuíram para o desenvolvimento do país.
“O trabalho é cuidadoso, meticuloso e exige concentração”, diz o engenheiro industrial e metalúrgico Luiz Ary Romcy, o conselheiro federal que coordena a Comissão e também é chamado de chanceler.
Romcy explica que “sempre com o objetivo de modernizar e complementar o processo de escolha”, a Comissão este ano estudou a Resolução 399, de 1995, que regulamenta a concessão da Medalha e a inscrição no Livro do Mérito.
“Vamos sugerir ao plenário que entre os critérios adotados, se destaque o nível de contribuição dos indicados com o sistema profissional e sejam consideradas atividades relacionadas à liderança, por exemplo”.
Responsabilidade
Sobre a pauta da reunião em Fortaleza, Ary Romcy se confessa apreensivo e atento com os cuidados que precisam ser tomados. Para ele, “este é um momento delicado”, já que entre os indicados apenas 24 nomes serão escolhidos – 12 entre instituições e profissionais vivos e 12 profissionais já falecidos.
“Até sábado teremos concluído esta etapa que é de grande responsabilidade. Afinal, avaliar o desempenho e a representatividade de quem dedicou uma vida ajudando a construir um Brasil melhor é sempre uma tarefa difícil”.
Dividindo a responsabilidade da escolha com os conselheiros federais José Cícero Rocha da Silva, técnico em mecânica, e Darlene Leitão e Silva, eng. eletricista, Ary conta também com a colaboração do coordenador adjunto da Comissão do Mérito, eng. civil Afonso Luiz Lins Jr., que, na quarta-feira, também esteve na capital cearense para colaborar na escolha.
Darlene e Cícero, que pela primeira vez compõem a Comissão do Mérito, estão admirados com a quantidade e qualidade dos indicados. “Esse fator, se por um lado dificulta a escolha, por outro revela que temos muitos talentos a serem reconhecidos”, diz Rocha. Já a conselheira federal faz um contraponto entre os currículos que estão sob análise: “Enquanto o resumo da vida dos que receberão a medalha se atém mais à parte técnica, o histórico da vida dos que já morreram e terão seus nomes inscritos no livro da Láurea ao Mérito nos emociona, e nos remete a tempos passados e também marcados por gente que dedicou a vida ao trabalho e ao país”.
Em 2012, a Comissão do Mérito do Confea recebeu 99 indicações vindas dos Creas e entidades nacionais ligadas ao Sistema. 68 delas para receber a medalha – dedicada aos que estão vivos – e 31 aos que já faleceram e terão seus nomes incluídos no Livro Láurea ao Mérito.

Arte final
Da reunião de Fortaleza, também participou o chefe da Assessoria de Comunicação do Confea, José Demetrius Vieira. Ele apresentou a arte final de todos os itens ligados à entrega das honrarias do Sistema Confea/Crea: medalha, diploma, certificado por serviços prestados, botton e a capa do livro da láurea ao mérito.
Aprovados pela Comissão, esses produtos começam a ser produzidos para ser entregues na noite do dia 19 de novembro próximo, quando da abertura da 69ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, que acontece até o dia 23, no Centro de Convenções de Brasília.
Enquanto assistente da Comissão do Mérito que há oito anos acompanha cada escolha, Neuzi Maria dos Santos é a responsável por tornar realidade a cerimônia mais emocionante da noite de abertura das Semanas Oficiais.
Numa frase com duas palavras, ela resume e faz parecer leve o grande volume de trabalho que envolve desde a indicação dos nomes, passa pela escolha e finaliza com o encontro de todos: vivos e representantes dos já falecidos na noite de entrega das honrarias. “É gratificante”.
“Na verdade, nosso trabalho só se encerra quando recebo telefonemas e mensagens informando que cada um dos homenageados já está de volta à sua cidade e chegou bem em casa. Os vivos, em sua maioria, já têm idade avançada, e os representantes muitas vezes ficam sensíveis em receber o reconhecimento do trabalho de alguém que não está mais entre nós”, comenta Neuzi, com os cuidados de quem sabe o valor desse reconhecimento.
Agrônomos, engenheiros, geólogos, geógrafos e meteorologistas. Profissionais da área tecnológica, professores, pesquisadores, cientistas, autoridades destacadas e cidadãos comuns. Entidades de classe, institutos de educação e escolas de ensino superior estão entre os indicados de 2012.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação Social e Marketing do Confea
