Brasília, 29 de agosto de 2012
Afinidade para exatas, mercado de trabalho aquecido, salários atrativos e a influência de familiares e amigos são as principais motivações para vestibulandos optarem pela engenharia no momento da escolha. Já o conteúdo do curso e a possibilidade de não atuar na formação no futuro são apontados como fatores de desmotivação. Esses são dados de uma pesquisa publicada no artigo Imagem do Engenheiro na Sociedade Brasileira, do historiador Roberto da Matta.
Publicado em 2010, pela PUC-Rio, iNova Engenharia e CNI/Senai, o artigo traz um contexto histórico e social das dimensões da engenharia no Brasil desde a época pré-capitalismo liberal. Após a contextualização história, o trabalho traz outros dados interessantes, como o fato de que as palavras que mais apareceram durante as entrevistas sobre as características do engenheiro e do estudante de engenharia são tecnologia, raciocínio lógico e criatividade.
“Ideia de inteligência superior”, “profissão ligada à honestidade”, “pessoa séria” e a ligação entre engenharia e a palavra “difícil” são algumas das outras referências encontradas durante a pesquisa. No artigo, Da Matta faz, ainda, uma comparação entre a engenharia e a administração, direito, economia, medicina, magistério, música e educação física.
Na conclusão do trabalho, Da Matta sugere que o curso de engenharia tenha mais contato com cursos das áreas de literatura, sociologia, história por um ou dois semestres, pelo menos. “As disciplinas humanas são essenciais para um entendimento do complexo mundo em que vivemos”, justifica.
Beatriz Leal Craveiro
Gerência de Comunicação do Confea
