Nota de falecimento

Vitória/Brasília, 1º de outubo de 2012

"Antônio Carlos Sardenberg de Barros"

Faleceu e foi sepultado no sábado, 29, no município de Serra (ES), Antônio Carlos Sardenberg de Barros, 84 anos, um dos perto de 1.400 engenheiros agrônomos registrados no Crea do Espírito Santo, e com certeza entre os mais destacados e reconhecidos do país.

Integrante da atual diretoria da Sociedade Espiritossantense de Engenheiros Agrônomos (SEEA), Barros nasceu em Santo Antonio de Pádua (RJ), em 08/09/1928. Formado pela Escola Superior de Agronomia de Viçosa em 1951, tem vários trabalhos publicados, como “Pragas do Cafeeiro” em 1953 e “Apicultura no Espírito Santo”,  em 1981. 

Ex-diretor da EMCAPA de 1964 a 1966 e funcionário aposentado do Ministério da Agricultura desde 1979, atualmente era conselheiro Honorário da SEEA, além de decano da entidade. 

Articulista com domínio da linguagem de fácil assimilação, Barros escrevia de forma simples, traduzindo termos técnicos e ensinando o homem do campo a fazer cálculos de medidas pluviométricas  para compreender as previsões meteorológicas. Ele ensinava que “cada milímetro de chuva fornece um litro de água por metro quadrado. Ao ver o milímetro de chuva ser transformado em litro de água por metro quadrado, duas medidas que o homem do campo conhece e domina, as dúvidas se esclarecem, e o agricultor passa a conhecer o volume de água que cai do céu em sua propriedade”.

Profissional exemplar e participante ativo das atividades da Engenharia Agronômica no Estado, sempre colaborou com seu conhecimento e seus textos orientativos para a Revista do Crea-ES (Tópicos). O último artigo publicado pelo engenheiro agrônomo na Revista do Crea-ES foi em Setembro/Outubro de 2008 quando abordou, na pág 33, o tema “Previsão e medida de chuva em milímetros confundem agricultores”.

Maria Helena de Carvalho
Gerência de Comunicação do Confea e
Alcione Vazzoler
Assessoria de Comunicação do Crea-ES