Inspeção e manutenção predial em discussão na 69ª SOEA

Brasília, 22 de novembro de 2012.

 

Na tarde desta quinta-feira, 22, o engenheiro civil Marcelo Saldanha apresentou diversos exemplos que provam o quanto contratar mão de obra não qualificada traz prejuízos que vão além da perda financeira.

Saldanha chamou de “faz-tudo” quem não tem preparo e não conhece a manifestação das patologias, o estudo dos sintomas... dos sinais que surgem ao longo do tempo: “Em todos os CREAs chegam processos de exercício ilegal da profissão, denúncias, ” comentou o palestrante que é o atual Presidente do IBAPE-RS.

A apresentação contou com diversas fotos que se tornaram exemplos de obras mal feitas em estádios de futebol e em presídios. De acordo com Saldanha elas foram executadas sem acompanhamento técnico, por leigos.

O Decreto de Porto Alegre nº 17720 de 02/04/2012 também ganhou destaque. Ele dispõe sobre as regras gerais e específicas a serem obedecidas na manutenção e conservação das edificações. Uma vitória da categoria no estado Rio Grande do Sul que se mobilizou pelo fortalecimento da engenharia, defendendo a necessidade da contratação de profissionais habilitados para fazer a inspeção predial. “Assim como um médico avalia o corpo humano, quem tem que avaliar as construções são os engenheiros que têm o conhecimento de como se manifestam, qual é o mecanismo de formação daquela patologia, daquela anomalia, falha,” contou o palestrante explicando a diferença do trabalho executado entre profissionais e leigos:  “O faz tudo não tem isso, o faz tudo vai lá com sua marreta, com a sua pontera e vai quebrando tudo para descobrir o que está acontecendo. O engenheiro não, ele vai fazer uma análise, uma avaliação criteriosa e vai fazer o diagnóstico correto para determinar a intervenção correta que deve ser feita para sanar aquele problema.”

O presidente do Crea-AM, Telamon Firminou, acompanhou a palestra e falou o quanto é necessária uma regulamentação, por parte do poder legislativo, em relação a este tema. “Desde 2009 estou tentando levar para o Amazonas isso. Destaco a necessidade de implementar  uma ação como esta aqui apresentada,” disse Firmino complementando: “O profissional, engenheiro avaliador e perito, ele pode atuar e deve atuar na manutenção predial  basta que nós possamos fazer ações, em conjunto com o IBAPE-AM, pressionando a sociedade para mostrar o perigo que corre um empreendimento do qual você convive e vive sem uma manutenção preventiva".

O Eng. Eletric Carlos Figueiredo, tesoureiro do Regional do Amazonas, também comentou sobre a palestra: “Chamou a atenção para a valorização do profissional quanto inspetor predial e tenta valorizar a atividade do engenheiro que hoje vem sendo substituído por leigos e isso é grave".

 

Ascom Crea-AM