Confea promove palestra sobre "Violência Psicológica no Trabalho"

Brasília, 8 de novembro de 2013.

 

"Superintendente de Estratégia e Gestão do Confea, Nelson Dafico, e psicólogo Leandro Soares: importância do diálogo para prevenir e acabar com a violência psicológica no trabalho"
Na tarde de sexta-feira (08), foi ministrada a palestra “Violência Psicológica no Trabalho”, pelo professor Leandro Queiroz Soares, no plenário da Casa. O palestrante alertou para a proporção epidêmica que o tema tem alcançado, “é considerada a chaga trabalhista do século XXI”.  Ele destacou os danos dessa conduta, que se reflete na saúde emocional das pessoas, na reputação e até financeiramente para as empresas.

Durante sua exposição, que será disponibilizada no Espaço Conhecer, da intranet do Confea, Leandro lembrou que assédio moral não é mero conflito porque uma das partes não tem a chance de defesa. Segundo pesquisa da OIT, 36% da população economicamente ativa sofrem assédio de maneira sistemática. 

No Brasil, pesquisa com 42 mil trabalhadores, 10 mil se declaram como vítimas de humilhação constante ou repetidamente no trabalho, sendo que 60% entraram em depressão por conta disso. Leandro pontuou ainda a existência de 54 leis e 11 projetos de leis municipais que visam a aniquilar de vez o assédio moral, 7 leis e 5 projetos de leis estaduais e 2 leis e 9 projetos de leis federais. Destacou ainda a existência da lei 10.224/2001 que caracteriza assédio sexual um crime, baseando-se no artigo 216-A.

"Leandro Soares apresentou dados e conceitos recentes sobre a problemática em todo o mundo"
O palestrante ainda esclareceu que as pessoas que testemunham o assédio muitas vezes apoiam o assediador com medo da retaliação. Antes de encerrar, o superintendente de Estratégia e Gestão e gerente de Desenvolvimento Pessoal, Nelson Dafico, sugeriu que a discussão sobre o assédio moral no Confea seja sistemática e não só pontual. Além dos colaboradores, funcionários do Banco Regional de Brasília (BRB), da Mútua Caixa de Assistência e do Crea-DF prestigiaram a iniciativa da GDP (Gerência de Desenvolvimento de Pessoas).

Dentro do Confea, o funcionário que se sentir assediado moralmente deve procurar auxílio junto à GDP, que indicará o que fazer. “Fazemos de tudo para preservar o anonimato do colaborador que buscou auxílio, bem como o bom trato com o diálogo junto ao assediador”, afirmou o gerente Nelson Dafico. Algumas providências já estão sendo tomadas na Casa, como forma de combate ao assédio. A palestra ministrada na sexta-feira é uma destas atitudes. “Também desenvolvemos uma cartilha contra o assédio moral que já está sendo impressa e investimos na política de gestão de pessoas, que já está aprovada e que será apresentada aos empregados em breve. Em 2014, a GDP está planejando a constituição de uma comissão permanente para se tratar da temática”, completou Dafico.

 

Características do assédio:
- Isolar o profissional é uma forma de assédio;
- Espalhar rumores a seu respeito;
- Sabotar os trabalhos feitos;
- Sobrecarregar de trabalho intencionalmente para poder classificá-lo como incompetente;
- Desestabilizar: passar tarefas humilhantes; criticar o trabalho sem motivo; apelidos; ironia; deixar de demandar intencionalmente;
- Constrangimento físico ou moral;
- Evidenciar a todos as suas reações quando acaba reagindo agressivamente às provocações.

Perguntamos a alguns participantes, qual a importância em discutir a violência psicológica no trabalho? Conheça a opinião deles:

A palestra tocou, de forma bastante objetiva, em um ponto que permite que os profissionais possam identificar situações que ocorrem cotidianamente no ambiente de trabalho. Temos vários exemplos que encontram identificação direta com fatos pretéritos e práticas da instituição.


João Augusto Lima, advogado da Procuradoria Jurídica (PROJ)

É de suma importância para todos os funcionários. Devemos ter conhecimento deste problema que está muito presente em nossa cultura de convivência. Poderia ser criada uma comissão permanente, envolvendo todos os setores da Casa.


Ricardo Albuquerque, analista da Gerência Financeira (GFI)


É importante termos conhecimento de situações de assédio moral que aconteciam, nos faziam mal e muitas vezes sequer tomávamos conhecimento. As reinvindicações não podem invadir o direito do outro. Pena que a participação foi pequena pelo nível de importância da palestra.

Adahiuton Belloti, assistente administrativo da Gerência de Comunicação (GCO)