Vice-governadora de MS afirma que profissionais de engenharia são responsáveis pelo desenvolvimento

Campo Grande, 5 de dezembro de 2013.

"Vice-Governadora do Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, entre o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, Gumercindo da Silva; vice-presidente do Confea, Júlio Fiolkoski; presidente do Crea-MS, Jary de Castro; coordenador-adjunto do colegiado e presidente do Crea-SE, José Roberto Silveira, e diretor de tecnologia da informação da Mútua, Antonio Salvador da Rocha"
Em palestra ministrada para o Colégio de Presidentes, reunido pela sexta vez este ano, em Campo Grande (MS), a vice-governadora do Estado, Simone Tebet, manifestou, nesta quinta-feira (5/12), indignação com a declaração do ministro da aviação civil, Moreira Franco, que imputou a responsabilidade pelo atraso das obras da Copa do Mundo aos engenheiros do país. “A responsabilidade é nossa, da classe política, da falta de gestão e planejamento”, disse, ao afirmar que poucas profissões estão tão diretamente ligadas ao desenvolvimento como as da Engenharia e da Agronomia. “Quando a economia se desenvolve as categorias se alegram”, afirmou, corroborando o posicionamento manifestado pelo presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, em resposta à declaração do ministro.


Tebet abordou ainda a situação econômica do Estado de Mato Grosso do Sul, traçando um breve histórico e anunciando os investimentos futuros durante a palestra intitulada “A situação econômico-financeira de Mato Grosso do Sul”. Ao encerrar sua participação na 6ª Reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea, a vice-governadora elogiou a atuação do Crea-MS, reconhecendo-o como um conselho atuante junto à administração pública. “Isso faz toda a diferença principalmente diante de situações adversas”, comentou.

A vice-governadora  do Estado afirmou que “as  riquezas sempre vão para o governo federal”, ao falar que a pesada carga tributária dificulta o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul: “dos 500 milhões que arrecada, o Estado tira 15% de sua receita corrente liquida para pagamento de juros  de uma dívida de R$ 1 bi, contraída junto ao BNDES, e que hoje chega a R$ 7 bi". Simone lembrou que ”em Brasília, há uma discussão para unificar em 9%, o valor do pagamento de empréstimos para todos os Estados”. Para ela, “a divisão tributária penaliza os estados”.

Maria Helena de Carvalho e Janine Gonzales

Equipes de Comunicação do Confea