Brasília, 8 de maio de 2014.

“Temos assuntos importantes que precisam ser dialogados com todos. É nossa função, como profissionais da engenharia e da agronomia, buscar as soluções mais adequadas para os problemas que surgem – tanto os da sociedade, quanto aqueles pertinentes ao país e à nossa categoria profissional”, disse o presidente, durante o primeiro dia de reuniões em que temas como a representação dos técnicos no Plenário e o regime de trabalho dos profissionais dos conselhos foram discutidos. O presidente José Tadeu comentou a necessidade de uma reunião extraordinária do CP para tratar exclusivamente sobre estes assuntos, sendo apoiado pelos demais presidentes.
Retrocesso
“Os Conselhos surgiram na década de 1930, no Governo Vargas. Com essa criação, o então presidente fez a maior descentralização do país, em relação às profissões. Isso possibilitou que nós mesmos, os profissionais, regulamentássemos nossas atividades, coordenando a fiscalização – garantia que está na Constituição. Agora, imaginem esses Conselhos transformados em Agências Reguladoras. É uma forma de centralização, que vai na contramão da história”, acrescentou José Tadeu da Silva.

No segundo dia, as atividades do Colégio de Presidentes se iniciaram com a palestra do superintendente executivo e secretário em exercício da pasta de Agricultura, Irrigação e Pecuária do Estado de Goiás, advogado José Manoel Caixeta Haun. Na palestra “Perspectivas para o Agronegócio”, ele traçou um panorama do setor para o país e para o Estado nos próximos anos, chamando a atenção para a necessidade de aumento da produção agrícola brasileira, com destaque para a produção goiana. “Teremos que buscar um cenário equilibrado e sustentável que só será alcançado se conseguirmos elevar a produção de alimentos”, sugeriu o ex-vice presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás.
No período da tarde, foram apresentados itens pautados pelos Creas, atendendo a uma solicitação do presidente José Tadeu, no sentido de que todos os questionamentos ao Confea pudessem ser tratados nesta sexta-feira, uma vez que haveria a necessidade de realizar os referidos despachos. Segundo a gerente regional do Nordeste, Cristiane Justino, o período da tarde registrou ainda a assinatura de convênios dos Creas com a Mútua para a efetivação do repasse de auxílio financeiro para a participação na 71ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea), em Teresina, no período de 12 a 15 de agosto.
Entrevista

Em relação às Olimpíadas, José Tadeu afirma que não há mais tempo para o país se preparar para promover os Jogos Olímpicos. “Enquanto o governo não entender que é preciso organização, planejamento e execução, as coisas aqui no Brasil não vão dar certo. É preciso copiar bons exemplos como o dos Estados Unidos, que possuem 80% dos cargos públicos ocupados pelos engenheiros”, disse o presidente do Confea, em destaque da entrevista.
José Tadeu esclareceu ainda que “a engenharia é responsável pelo progresso do país”. Na sua visão, “basta investir em engenharia e educação, e o país tem tudo para ser a maior potência do mundo”. É preciso “agregar valor” aos recursos disponíveis, “qualificando os profissionais da área tecnológica, o que, consequentemente, gera novos empregos”, acrescentou. Para o presidente do Confea, a falta de planejamento para a Copa do Mundo também contribui para a corrupção no país. “Porque sem pesquisa, sondagens e projetos bem elaborados, aparecem problemas nas obras e é preciso fazer o que se chama de aditivos contratuais, que dão brecha para a corrupção”.
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações do Crea-GO e da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Pecuária do Estado de Goiás
