Brasília, 20 de maio de 2014.
Pouco antes de seguir para Brasília – para cumprir ainda nesta terça-feira (20/05) uma agenda que inclui a preparação da sessão plenária do Confea que começa na quarta-feira –, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva, foi aplaudido ao se despedir do Encontro Nacional de Engenharia Civil, evento que, desde domingo, é realizado em Maceió (AL), reunindo cerca de 500 participantes. José Tadeu destacou a liberdade com que as discussões em torno de temas relacionados às atividades profissionais estão se desenvolvendo, visando ao futuro da engenharia civil e da atuação de seus profissionais: “O que vocês estão plantando hoje, no presente, terá resultado no futuro. Os jovens que estão se formando em engenharia civil – a mãe de todas as engenharias – dependem do que estamos discutindo neste Encontro. A regra é inexorável, o que se planta hoje, colhe-se amanhã”.
Conhecimento
Ao falar para o que classificou de “público altamente especializado em engenharia civil”, José Tadeu lamentou o baixo crescimento econômico do país para este ano – previsto em 1,6% do PIB –, diretamente relacionado ao mercado de trabalho para os engenheiros: “Nos últimos quatro anos, fala-se que há falta de engenheiro no país. Esse assunto passa pela mídia. Quando assumi a presidência, fui procurado para responder sobre isso: há falta de engenheiros? Há necessidade de um programa como o Mais Médicos? No final do governo anterior, os economistas, otimistas, projetaram um PIB de 4%, o que exigiria mais mão de obra especializada, mas o índice ficou longe do projetado. Não há necessidade de programa ‘Mais Engenheiros’. Temos falta de profissionais em áreas específicas como petróleo e gás. Hoje, quem se forma nessas áreas já sai empregado da universidade, inclusive por empresas da Alemanha, Inglaterra, França,” informou .
Entre as ações a serem desenvolvidas, segundo o presidente do Confea, está a de intensificar o diálogo com as Instituições de Ensino Superior, visando saber onde está a demanda. “Enquanto, no século 20, a preocupação era ter uma carteira profissional assinada, no 21, em plena Era do Conhecimento, é ele, o conhecimento é que garante o emprego. Qual a forma de montar o conhecimento para que formemos bons engenheiros civis como sempre e continuar formando grandes cabeças na área da civil?”, indaga José Tadeu, para quem “é grande o desafio”.
No fim da manhã, o presidente do Confea recebeu placa de agradecimento da Associação Brasileira de Engenheiros Civis pela realização do Encontro Nacional de Engenharia Civil: “Quero repartir essa placa com todos os engenheiros civis participantes deste encontro. É de vocês também!”, disse José Tadeu ao receber a placa.
Posse da Seagra
Na noite desta segunda-feira (19/05), o presidente do Conselho Federal de Engenharia, José Tadeu da Silva, priorizou espaço em sua agenda de atividades intensa e diversificada, durante o Encontro Nacional de Engenharia, realizado de domingo até hoje, em Maceió (AL), para prestigiar a posse da nova diretoria da Sociedade dos Engenheiros Agrônomos de Alagoas (Seagra), no auditório do Conselho Regional de Engenharia de Alagoas (Crea-AL).
Entre 19h30 e 22h, o engenheiro agrônomo Eduardo José Calixto Borges, novo presidente da Seagra, tomou posse em concorrida solenidade, com a presença de profissionais, dois deputados estaduais, um federal e dirigentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, tendo como anfitrião o presidente do Crea-Al, engenheiro civil Roosevelt Patriota.
Juntamente com o presidente Tadeu, compuseram a mesa de honra o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), engenheiro de alimentos Gumercindo Ferreira da Silva, o presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Pereira Calheiros. O deputado federal Alexandre Toledo, engenheiro agrônomo, e os deputados estaduais Inácio Loiola, engenheiro agrônomo, e Judson Cabral, engenheiro civil, participaram da posse e teceram conversas com o presidente do Confea acerca do exercício profissional e da agenda parlamentar do Confea.
Engenheiro civil, o presidente Tadeu destacou no fio lógico de seu discurso a sua afinidade com a área agronômica e a atuação em prol da integração entre profissões do Sistema, durante a sua gestão. Lembrou que o Confea realizou, em Cuiabá, em novembro último, a Reunião de Conselheiros Federais, Regionais e de entidades da Agronomia, por exemplo. Ele ainda revelou que suas filhas caçulas, gêmeas, estudam na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP). Por sua proximidade com a área, comentou: “algumas pessoas até pensam que sou formado em agronomia”.
O encontro nacional da modalidade agronômica a que se referiu o presidente foi realizado juntamente com o último Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA), oportunidade em que foi viabilizada a aparticipação de mais de 400 integrantes do Sistema para debater fiscalização, legislação, ética e valorização profissional, e, ao término, definir as 12 ações prioritárias da Agronomia para o Sistema. A proposta de realização de reuniões específicas por modalidade profissional nasceu durante o Seminário de Integração dos Conselheiros Federais com os Órgãos Consultivos do Sistema Confea/Crea e Mútua, realizado em Águas de Líndóia (SP) de 21 a 23 de junho do ano passado.
Durante o seu pronunciamento na Asseagro, José Tadeu da Silva ressaltou a importância da Engenharia Agronômica e conclamou os profissionais a participarem da ação parlamentar do Confea junto ao Legislativo federal, em defesa da modernização da legislação e do exercício profissional. Observou aos presentes que tramitam no Congresso Nacional 34 projetos de lei que propõem mudanças à Lei nº 5.194/66, seis outros alteram a regulamentação do piso salarial das categorias do sistema e quase 200 projetos de lei estão relacionados às atividades da área tecnológica.
Do universo de projetos de lei mencionados, José Tadeu obervou que alguns são bons, outros “são péssimos” para os profissionais, reiterando aos profissionais a necessidade de combater os maus projetos e lutar pela aprovação dos que são bons. Dirigindo-se ao deputado federal presente, engenheiro agrônomo Alexandre Toledo, o presidente do Confea buscou mais um aliado: “vamos precisar do seu apoio para defender os projetos de nosso interesse, deputado Alexandre”, convocou.
Legitimidade da Seagra
O presidente enalteceu a legitimidade da Seagra para representar os profissionais, enfatizando, também a responsabilidades dos engenheiros e agrônomos com o país. Em sua argumentação, citou o ex-presidente Lula, que, durante seus mandatos, manifestou em repetidas afirmações o reconhecimento de que a engenharia e a agronomia “são a cara” do desenvolvimento do Brasil. “E isso é a verdade”, concordou, lembrando que a agronomia é responsável por cerca de 70% do PIB Nacional.
José Tadeu alertou que “nenhum país promove o crescimento, o desenvolvimento econômico e social sem a agronomia e a engenharia e que tudo que se faz no exercício da engenharia e da agronomia é fazer o bem à sociedade”. Em seguida, ressaltou que na agronomia há o problema muito sério de uso indiscriminado de agrotóxico, sob o argumento de que é preciso produzir mais, por parte daqueles que se recusam a contratar o agrônomo. Neste ponto, lembrou a todos o papel das entidades de classe, de defesa do exercício profissional.
O presidente do Confea elogiou o programa de atuação proposto pelo novo presidente, José Calixto Borges, a quem desejou, juntamente com a nova diretoria, uma prófícua gestão e excelente trabalho à frente da Seagra.
Nova diretoria e seus compromissos
Na cerimônia, foram empossadosos os membros da diretoria executiva, do conselho deliberativo e do conselho fiscal, para o triênio 2014/2017. Eduardo Calixto Borges compôs a chapa “Resgatando a Seagra” assumindo o compromisso de trabalhar com transparência, descentralização e resgate da credibilidade junto à classe agronômica na defesa dos interesses dos associados.
A chapa vencedora foi formada pelos profissionais Gilmar de Almeida Lucena (vice-presidente), José Mário de Medeiros (1º secretário), Ronaldo Fernandes Costa (2º secretário), Sérgio Ramos Costa (1º tesoureiro), José Antônio Amaral (2º tesoureiro) e Eraldo Alves de Andrade (diretor social).
No conselho deliberativo, estão Eduardo Sarmento Tenório, José Roberto Medeiros Silva, Renato Vieira de Carvalho Filho e Rui Palmeira Medeiros. Compõem o conselho fiscal como titulares Ana Lúcia Cruz, Humberto Jorge de A. Camelo e Luis Augusto F. Falcão. Estão na suplência Edivan Santos Lima, José Anderson de B. Macedo e Paulo Fernando A. de Melo.
Equipe de Comunicação do Confea
