Brasília, 29 de maio de 2014.

A abertura do evento contou com as participações do coordenador-adjunto do Cden, eng. mec. Jorge Nei Brito; do coordenador-adjunto da Comissão de Ética e Exercício Profissional do Confea, conselheiro federal eng. mec. Paulo Roberto Viana; da coordenadora da Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema (CCSS), eng. eletric. e conselheira federal Ana Constantina Sarmento, e ainda do conselheiro federal eng. agr. Arciley Pinheiro, representando o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva; da coordenadora nacional das Comissões de Ética dos Creas, eng. agr. Rosicler Maria Vanti, do membro da Ceep, eng. min. e conselheiro federal Romero César, e do superintendente de Integração do Sistema, eng. civ. José Gilberto Campos.
Na visão do superintendente José Gilberto Campos, o seminário aborda um tema que precisa estar na pauta do dia de todos “para manter a ética dentro do Sistema”. A conselheira Ana Constantina considerou que ”espera ver a ética pautar o Sistema com seu pilar cada vez mais construtivo e sólido”. Para ela, “é preciso caminhar com esse respeito à sociedade”. Já a coordenadora Rosicler reconhece que o treinamento permite analisar posições diante de situações novas, inusitadas, que às vezes surgem nos julgamentos éticos, enquanto o conselheiro Arciley sugere que “o seminário dá a dimensão exata do nosso papel enquanto profissionais e cidadãos”.
Aspectos legais
A palestra sobre “Fluxograma ideal do encaminhamento do processo ético”, apresentada por Márcia Ida Coutinho, do Crea-SC, abriu a programação, na manhã desta quinta-feira. Assídua participante dos debates sobre ética, particularmente na formulação do Manual de Procedimentos para a Condução dos Processos de Ética Profissional, normatizado pelo Confea, a advogada do Crea-SC fez referência ao Manual como um instrumento de orientação já adotado pelos Creas, com modelos que podem vir a facilitar a sistematização dos procedimentos, inclusive no Conselho Federal. Márcia mencionou ainda as alterações previstas para a resolução nº 1.004, como forma de dinamizar o trâmite processual.
Aspectos históricos
Entre eles, o Decreto 8.620/46, “que promoveu a modernização do maior sistema profissional do país” e ainda a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada dois anos depois, citando ainda a primeira manifestação de um código de ética, a resolução 114/57; o Código de Ética adotado pela Agronomia em 1965; o código de ética exposto pela resolução 205/66 (“ineficiente, sem um código de procedimentos éticos”) e ainda o Congresso Constituinte de 1988 e o IV Congresso Nacional de Profissionais, de 2001, acabou por gerar o atual Código de Ética, sob a influência da Eco-92, conferência da biodiversidade. “Ele teve uma discussão ampla, saindo do CNP para o CDEN, até ser adotado pelo Confea e entrar em vigor em 2003. “Não sem antes haver passado por um benchmarking entre outros conselhos e entidades como a Federação Mundial de Organizações de Engenharia (Femoi) e a União Panamericana de Associações de Engenheiros (Upadi)”, disse Edison Macedo, passando, em seguida, a descrever a estrutura do Código.
No debate, Edison Macedo, ao responder ao coordenador de Ética do Crea-GO, Jovanilson Faleiro, sobre as perspectivas e o papel da ética no mercado de trabalho, comparou o conselho a um arquipélago, formado por todos os integrantes do Sistema. “Por isso volto a dizer da importância da ética nas escolas, uma vez que muitos profissionais já saem delas cometendo infrações éticas sem conhecimento disso. Infelizmente, é um momento histórico difícil”. Ao representante do Crea-RN, Marley Leite Filho, ressaltou que todo profissional deve conhecer e cumprir o Código de Ética profissional. Para Edison Macedo, “o tribunal ético do Confea já existe desde 1966”, conforme declarou ao engenheiro mecânico Jair José da Silva, coordenador da Comissão de Atos Normativos do Crea-RJ.
Maria Helena de Carvalho e Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
