Profissionais da Engenharia Química encerram Encontro Nacional com aprovação da Carta de Brasília

Brasília, 4 de junho de 2014.

"Coordenador nacional da CCEEQ, Carlos Anjos (à dir.), e o coordenador do Cden, Gumercindo Ferreira, comemoram a aprovação da Carta de Brasília"

Resultado das palestras e debates realizados durante o Encontro Nacional da Engenharia Química – Reunião dos Conselheiros Federais e Regionais da Engenharia da modalidade Química do Sistema Confea/Crea e Mútua promovido pelo Confea nos dias 2 e 3 de junho, a Carta de Brasília apresenta soluções que irão otimizar a fiscalização nos Regionais; ações para ampliar a aproximação entre Sistema Confea/Crea e Instituições de Ensino Superior, com foco na formação de novos engenheiros; e soluções para superar o sombreamento de atividades profissionais.

Leia a Carta de Brasília

O documento – que tem como premissa o fortalecimento da modalidade e de sua representatividade junto ao Sistema – propõe, por exemplo, o compartilhamento de informações e a promoção de treinamentos e eventos de capacitação de fiscais na área a fim de uniformizar a atuação do Sistema nos estados. Outra iniciativa proposta é implementar cartilha e manual atualizado de procedimentos para verificação e fiscalização do exercício da atividade, já elaborados pela Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ). Como forma de intensificar a aproximação com os universitários, a Carta sugere ainda a participação de lideranças em eventos como Semana Acadêmica ou na disciplina de Introdução às Engenharias da modalidade Química. Com isso, espera-se ampliar a divulgação de informações sobre a legislação profissional.

"Presidente José Tadeu destaca a importância do debate sobre temas específicos de cada modalidade"

Para o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, o Encontro cumpre o objetivo de debater as especificidades de cada modalidade. “O Sistema Confea/Crea é pluriprofissional e internamente muitas profissões já apresentam sombreamento entre elas, e entre outras profissões fora do Sistema. Por isso, as reuniões de conselheiros e dos membros de Câmaras Especializadas são importantes para discutir e resolver conflitos. Precisamos estudar alternativas para fazer valer as atribuições de cada profissional da área tecnológica”, destacou José Tadeu durante o evento. 

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Segundo o coordenador nacional, engenheiro de alimentos Carlos Anjos, o debate específico sobre as temáticas afetas à modalidade subsidiou a elaboração da Carta. “Fiquei muito satisfeito com as experiências e informações compartilhadas aqui. Agora vamos colocar essas ações em prática”, afirmou.

"Encontro de Engenharia Química reuniu 40 líderes do Sistema no plenário do Confea nos dias 2 e 3 de junho"

Também satisfeito com o resultado do Encontro, o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, engenheiro de alimentos Gumercindo Ferreira, destacou que o evento funcionou como oportunidade para as lideranças tirarem dúvidas e oferecerem contribuições sobre os temas relacionados à modalidade. “Estou muito feliz com o resultado. Vamos lutar para que esse evento seja realizado anualmente”, pontuou. Sobre o desdobramento das ações previstas na Carta, Gumercindo garantiu que as entidades do Sistema vão batalhar por essas propostas a fim de fortalecer a modalidade.

 

Depoimentos dos participantes

“O evento tem sido muito importante porque são poucas as ocasiões em que a gente consegue reunir as associações e as câmaras de engenharia química para trocar ideias. Foi abordada uma série de temas, que são preocupações até recorrentes e acho que foram achadas soluções que, se implementadas, vão permitir pacificar esse assunto. É muito importante, até porque a área de engenharia química é uma área que tem crescido espantosamente nos segmentos de biotecnologia e na medicina. Nesse sentido, é muito importante reconhecer a diversidade do universo que nós estamos falando.” – engenheiro químico Hely de Andrade Júnior, da Associação Brasileira de Engenheiros Químicos (Abeq).


“O evento é importantíssimo. A Engenharia Química é uma modalidade menor, então ela tem sido pouco discutida, por isso é importantíssimo estar discutindo essa modalidade, não só para efeitos de fiscalização mais também para valorização profissional. Tem sido um debate válido. Nós trocamos muitas experiências, aprendemos muito e, com certeza, vamos trabalhar isso nos nossos Creas. As boas soluções estão ligadas não só aos conselheiros, mas também ao Confea. Se tivermos a colaboração mútua dos Creas e Confea, vamos ter bons resultados no final.” – engenheira química Simone Baía, coordenadora adjunta da Câmara de Mecânica, Metalurgia, Química, Geologia e Minas do Crea-ES.

Assista a outros depoimentos de participantes do Encontro na WebTV do Confea

 

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Equipe de Comunicação do Confea