Fortaleza, 1º de agosto de 2014.

Segundo o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, que descerrou a placa de inauguração ao lado do presidente do Crea-CE, engenheiro civil Victor Frota Pinto, “esta justa homenagem que o Crea fez ao engenheiro civil José Augusto Fiúza Pequeno é para nós um grande orgulho”. Vindo a Fortaleza pouco antes do encerramento da plenária nº 1.411 do Confea, José Tadeu da Silva expressou também sua felicidade em participar da inauguração de um equipamento “que resgata a nossa história”.
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Acervo e ações
Cerca de 20 peças, como, teodolito, réguas de cálculos, calculadoras ligadas à engenharia na década de 50, máquinas de datilografar, voltímetro, manômetro, roda ferroviária empregada em alto de linha, fotografias, entre outras, fazem parte do acervo. O acervo data desde 1936, ano de criação do Conselho. Há ainda referências históricas, inclusive iconográficas, a projetos de grande valor para a sociedade cearense, como a construção dos açudes Orós e Castanhão.
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"Estamos não só reconstituindo a história do setor tecnológico no Ceará, como reconhecendo aqueles que atuaram de forma determinante para o desenvolvimento das engenharias", disse o presidente da autarquia, eng. civil Victor Frota Pinto, explicando a razão pela qual o memorial recebe o nome do profissional que foi o segundo presidente do Crea-CE, engenheiro civil José Augusto Fiúza Pequeno. Ainda segundo Victor Frota, a atual gestão do Crea-CE, além da expandir a estrutura física do Conselho, visando uma maior aproximação com os profissionais e a sociedade em geral, e investir mais em informatização, tem buscado resgatar a memória da engenharia no estado.
Metodologia
Juntamente com a assessora cultural do Crea-CE, Silvana Figueirêdo, o museógrafo Chico Aragão, a historiadora Carla Vieira – atual diretora do Museu do Ceará – e a bibliotecária do Crea-CE, Sandra Cabral, fazem parte da equipe responsável pela criação do memorial. Profissionais e instituições do Ceará vêm contribuindo com a montagem do acervo. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por exemplo, já doou um pluviômetro.
Segundo os curadores do Memorial, a doação é a modalidade mais usual, quando se trata de arquivos pessoais ou de instituições. No entanto, é possível ao doador ceder seu material através de um termo de doação, comodato/empréstimo, no qual ficam estabelecidos critérios de concessão, uso, reprodução e prazos de guarda.
Mozarly Almeida
Assessora de Imprensa do Crea-CE
