Brasília, 22 de janeiro de 2015
Convênio entre Confea e Ministério da Educação para que a avaliação dos cursos tenha, além do ponto de vista acadêmico, também o ponto de vista do profissional; Propor ao MEC infraestrutura mínima nas universidades de forma a uniformizar os pólos; Manter e desenvolver as diretrizes curriculares político-pedagógicas de acordo com as demandas da sociedade. Esses foram alguns dos pontos discutidos na manhã desta quinta-feira (22/1), durante reunião do “Diálogo Confea/CNE-MEC: as engenharias na perspectiva da demanda” . O encontro desta semana reúne professores universitários de todos os estados brasileiros.
-> Veja todas as sugestões aprovadas (documento Fabio Merlo vai enviar).

Para Jorge Nei Brito, presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), estes encontros são oportunidades de troca. “Precisamos aproveitar este diálogo para colocar as propostas para o MEC”, disse. O primeiro encontro da série “Diálogo Confea/CNE” foi realizado em dezembro do ano passado. O conselheiro federal responsável pelos eventos explica a necessidade de se realizar este encontro em janeiro. “Não quero interromper este trabalho”, disse Daniel Salati, ao esclarecer que, após a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap) definir a data da próxima reunião, o assunto deve entrar na pauta da próxima Sessão Plenária do Confea, ainda este mês.

Palestras
Na manhã de quinta-feira, antes de iniciar os trabalhos, os participantes assistiram às palestras da Associação Brasileira de Educação à Distância, Abed, entidade com 3 mil associados, entre acadêmicos, corporações, instituições governamentais, instituições do Sistema S, ONGs, bibliotecas e museus. O presidente da instituição, prof. Dr. Frederic M. Litto, defendeu a adaptação do ensino de Engenharia brasileiro à educação à distância. “O estudante terá oportunidade de ter títulos de Harvard e Berkeley, por exemplo”, disse.

Já o ex-diretor da instituição, Waldomiro Loyolla, segundo palestrante do dia, assegurou que 98% de seus alunos têm acesso à banda larga. Waldomiro é professor no campo da Engenharia há 37 anos e defende uma maior atuação do Sistema Confea/Crea junto ao MEC com relação à supervisão dos cursos de Engenharia. “É uma necessidade real, não só para educação à distância”, afirmou. Loyolla disse acreditar que a promoção do Diálogo Confea-CNE/MEC mostra o reconhecimento dos conselhos de que há uma realidade no uso da tecnologia para a educação. “A gente precisa estar atento, para orientar os profissionais e para supervisionar as escolas, que também são nossa responsabilidade”, concluiu.
Equipe de Comunicação do Confea
