Aracaju, 27 de abril de 2015.

O primeiro dia da Reunião Ordinária da Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Agronomia foi marcado por debates, propostas e sugestões. Representantes dos Conselhos de todos os Estados e Distrito Federal se debruçaram sobre temas polêmicos e importantes para os profissionais da área e também para a sociedade em geral, a exemplo do novo Código Florestal; a formação profissional que passa pela qualidade do ensino e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O evento que acontece até a próxima quarta-feira (29), na sede da Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE), é presidido pelo engenheiro agrônomo Kléber Santos, coordenador nacional da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Agronomia. Em seu discurso, Kléber alertou para uma situação que ele considera preocupante. “Até o momento, metade das propriedades rurais do país ainda não fez o cadastro ambiental. O prazo termina no próximo dia 5 de maio. O que se observa é que muitos agricultores têm dificuldade para preencher o CAR”, ressalta.

O engenheiro explica que essa situação já era esperada e que já havia sido anunciada em reunião ocorrida ano passado na capital sergipana. “Na ocasião, discutimos a necessidade de mudanças na legislação do Código Florestal. Foi elaborado um documento com 14 propostas e encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente”, disse o coordenador da CCEAGRO, ao frisar que, entre as proposições do colegiado, está a que indica a necessidade de profissional habilitado para a implementação do Código Florestal Brasileiro nos assuntos que demandam acompanhamento técnico, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Kléber Santos lembra que o CAR, além de ser preenchido somente eletronicamente, também traz informações técnicas. “Nem todo agricultor tem acesso à Internet, daí a necessidade de um responsável técnico para orientar e informar. Também faltam campanhas de divulgação que cheguem ao meio rural”, pontua o coordenador da CCEAGRO, frisando que a contribuição para as mudanças exige não apenas o envolvimento das entidades de classe (nacionais e estaduais), mas da sociedade em geral.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE), engenheiro agrônomo Arício Resende, destacou a importância dos debates e, principalmente, os temas colocados em pauta. “São assuntos de interesse da engenharia e também da sociedade. É uma oportunidade para ampliar discussões e, acima de tudo, para trocar experiências e compartilhar propostas buscando alternativas e soluções para as demandas existentes”, avalia Arício Resende.
Íris Valéria
Assessoria de Comunicação do Crea-SE
Fotos: Telma Luíza
