Colégio de Presidente elege dois diretores da Mútua

Brasília, 24 de julho de 2015.

 

"Diretores eleitos da Mútua e integrantes do CP"

Na tarde desta sexta-feira (24), o Colégio de Presidentes elegeu  Jorge Roberto Silveira e Gerson de Almeida Taguatinga para a Diretoria Executiva da Mútua. Entre os cinco diretores, dois são eleitos pelo Colégio de Presidentes (CP), e três são eleitos pelo Plenário do Confea, cuja eleição está marcada para o dia 18 de agosto.

O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, eng. civ. José Tadeu, destacou a importância da missão de assumir a Diretoria. “Creas, façam seu programa de fiscalização. Mútua, faça parceria para ampla divulgação da ART, já que 20% vai para Mútua, e para mostrar para a sociedade a importância de se ter um profissional habilitado”, disse Tadeu.

A escolha de dois diretores que comporão a direção da Mútua - Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, mandato 2015/2018, é o principal item da 1ª reunião extraordinária do Colégio de Presidentes dos Creas, um dos fóruns consultivos do Sistema Confea/Crea e Mútua, realizada nesta sexta-feira (24),  em Brasília.

Concorreram aos cargos três nomes de projeção entre as lideranças do Sistema: Antonio Salvador da Rocha – ex-presidente do Crea-CE, atual diretor da entidade e candidato à reeleição –, Jorge Roberto Silveira e Gerson Almeida Taguatinga, ex-presidentes dos Creas de Sergipe e Goiás,  respectivamente. Silveira e Taguatiga receberam 19 votos cada um e Salvador da Rocha 11.

Trabalhos do CP pela manhã

Sob coordenação de Marco Antônio Amigo, presidente do Crea-BA e coordenador do CP, o colegiado teve conhecimento do currículo e do programa de trabalho de cada candidato, ainda pela manhã, sob o comando de Antonio Ivar do Sul, conselheiro federal e coordenador da Comissão Eleitoral Federal (CEF).

Com 20 minutos para apresentar suas propostas, os candidatos, de forma geral, se comprometeram a dinamizar a atuação da Mútua, considerada o “braço social do Sistema Confea/Crea e Mútua”, como definiu o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, para quem: “Hoje o colégio está reunido especificamente para cumprir a obrigação legal determinada pela Lei nº 6.496 de 1977,de que o Colégio de Presidentes eleja dois diretores”. Para o presidente do Confea, “a Mútua cresceu nos últimos anos e o Confea não tem dúvida dos avanços da entidade”. Ele destacou ainda “o processo democrático que marca a escolha das lideranças do Sistema”.

No próximo dia 18 o plenário federal elegerá mais três membros. Eleitos os cinco diretores, o plenário também irá escolher, entre eles, o diretor presidente. Sobre o processo eleitoral, José Tadeu acredita que “será tranquilo, independentemente do resultado em função da larga experiência e qualidade dos candidatos”.

Anfitrião da primeira reunião extraordinária do Colégio de Presidentes em 2015, Flavio Correia de Souza, presidente do Crea-DF, deu as boas-vindas a todos os participantes. ”É preciso coragem para ser diretor de Mútua, porque a responsabilidade é grande. Espero que a eleição seja tranquila com a apresentação dos candidatos. O nível será da melhor qualidade”.

Candidatos e programas

"Gerson Taguatinga"


Engenheiro civil, Gerson de Almeida Taguatinga, que tem uma boa parte de sua vida dedicada a atividades profissionais e representações classistas, comprometeu-se a trabalhar para facilitar financiamentos para construção de sedes próprias, principalmente dos Creas de menor porte, com juros subsidiados em ate 20% das taxas cobradas pelos bancos de primeira linha”. Viabilizar a participação de profissionais em eventos que tenham por finalidade a atualização de conhecimentos foi outro compromisso assumido, assim como o desafio de aumentar o número de associados da Mútua e favorecer as entidades de classe. Taguatinga destacou “a necessidade de parceria e equidade caminharem juntas. A cooperação facilitará a busca de soluções para melhoria do nosso Sistema".

"Jorge Silveira"


Jorge Roberto Silveira é engenheiro civil, pós-graduado em Estruturas, Gerenciamento e Gestão da Construção e Transporte, além de Economia. O ex-presidente do Crea-SE é professor da Universidade Federal de Sergipe. Para ele, ”o momento é uma oportunidade para fomentar críticas e formular novas projeções para a Mútua”. “Nos propomos a examinar a situação atual em descompasso com o desejado”. De acordo com Silveira, o Colégio de Presidentes e a Mútua devem trabalhar em parceria. “Eficácia para atender às demandas administrativas, financeiras e sociais” é um dos objetivos de Silveira para quem “um conjunto harmônico de objetivos e ações é fundamental para o crescimento da Mútua”. “Com um programa aberto a participações e colaborações de todos, quero ser o elo entre o colegiado e a Diretoria Executiva da Mútua”, disse Silveira antes de destacar alguns dos 20 tópicos a serem trabalhados e que surgiram dos contatos que manteve com presidentes e pessoas que direta ou indiretamente participam da entidade em nível nacional e regional. Entre eles, os cuidados a serem tomados diante do quadro inflacionário que marca a economia nacional a fim de que “os recursos da Mútua não sejam desvalorizados e evaporem”. “A Mútua vende bons produtos por preços ótimos e temos que apresentá-los aos estudantes e aos profissionais recém-formados. Defendo uma campanha publicitária dirigida a esse público para que Mútua reforce seu papel junto à sociedade”.

"Antonio Salvador da Rocha "


Antônio Salvador da Rocha - mestre e doutor em Engenharia Mecânica em Fabricação de Ultraprecisão, e especializado em Engenharia de Segurança do Trabalho e em Tecnologia Educacional para o Ensino Superior, era candidato à reeleição. Com um currículo extenso de atividades de professor e de representação classista, ele apresentou seu plano de trabalho que incluiu “oito objetivos estratégicos, desdobrados em ações como a criação de um plano de saúde próprio da Mútua, a melhoria de serviços de assistência aos profissionais e a descentralização financeira e administrativa da Mútua”. Salvador tinha em seu programa a intenção de “apoio ao aperfeiçoamento dos funcionários e melhorias na gestão”. Para ele, um plano de saúde próprio – voltado para profissionais e empresas – “é a coisa mais importante na qual estamos trabalhando”, defendeu. “O importante é aproveitar o que funciona bem e enfrentar novos desafios”.

Maria Helena de Carvalho e Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea