Brasília, 14 de janeiro de 2026
Um sistema profissional mais conectado à realidade do mercado de trabalho é o legado que Emanuel Alves Batista, 41 anos, quer deixar quando encerrar seu mandato de conselheiro federal de Engenharia e Agronomia, no final de 2028. Para ele, é uma grande responsabilidade representar os agrônomos do Plenário do Confea, "um espaço onde se definem as diretrizes, as normas e as políticas que impactam diretamente na profissão e no mercado".
No Sistema Confea/Crea, Emanuel iniciou sua trajetória na Inspetoria de Vitória da Conquista (BA). Chegou à Direção-Geral da Mútua-BA, entre 2018 e 2020 e à cadeira de conselheiro regional do Crea-BA pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães – Agrolem.
Outras prioridades de Emanuel e de Paulo Baqueiro, suplente que compõe sua chapa de conselheiro federal 2026-2028, são recolocar o profissional no centro das decisões, promover a efetiva valorização das atribuições profissionais, modernizar a fiscalização e fortalecer a Mútua. Para ele, ser conselheiro é "mais do que ocupar uma cadeira. Trata-se de diálogo permanente nas bases e o fortalecimento da agronomia como uma profissão estratégica para o desenvolvimento sustentável do país, garantindo que o Sistema Confea/Crea cumpra seu papel de proteger a sociedade e, ao mesmo tempo, reconheça seus profissionais".

Em entrevista ao Confea, o recém-chegado conselheiro falou sobre as eleições deste ano, sobre suas influências que o fizeram optar pela Agronomia, sobre parques tecnológicos. Confira:
Como se deu a formação da chapa com o suplente, Paulo Baqueiro, e quais princípios orientam essa atuação conjunta no plenário do Confea?
A nossa atuação conjunta será pautada com foco na valorização profissional, na modernização do nosso Sistema, na construção de soluções que aproximem o Confea dos profissionais que estão na ponta. Atuaremos de forma articulada, com o funcionamento claro, a escuta permanente às nossas bases e, acima de tudo, a responsabilidade nas decisões que impactam diretamente os profissionais.
Qual é a importância de representar os profissionais da sua modalidade no plenário do Confea?
Para nós é uma grande responsabilidade representar essa modalidade no Plenário do Confea, que é o espaço onde se definem as diretrizes, as normas, e as políticas que impactam diretamente no exercício da profissão, no mercado de trabalho e também no reconhecimento social dessa profissão.
Agora, também sabemos que, mais do que ocupar uma cadeira, trata-se de defender a valorização profissional, a atualização das atribuições, a fiscalização justa e inteligente e a ampliação do mercado de trabalho com diálogo permanente nas nossas bases e o fortalecimento da agronomia como uma profissão estratégica para o desenvolvimento sustentável do nosso país. A segurança alimentar, a inovação, garantindo que o Sistema Confea/Crea cumpra seu papel de proteger a sociedade e, ao mesmo tempo, reconhecer e valorizar todos os seus profissionais.
Quais são as principais prioridades do seu mandato para a valorização e o fortalecimento da atuação profissional no Sistema Confea/Crea?
Nossas prioridades do nosso mandato são a valorização, o fortalecimento da atuação profissional no Sistema Confea/Crea e que sejam centradas para recolocar o profissional no centro das decisões do nosso sistema e aproximar o Confea/Crea cada dia mais da realidade do mercado de trabalho da sociedade. A gente vem observando que o Confea/Crea está participando das discussões, do quantitativo de profissionais, dos locais onde falta a infraestrutura do nosso país. Então, atuar nesse formato, nessa importância, nessa valorização. A valorização efetiva das atribuições profissionais. A modernização da fiscalização, tornando-a mais inteligente, orientadora e proporcional, combatendo legalidades, sem penalizar o bom profissional. O fortalecimento da Mútua como instrumento real de apoio ao profissional. Já fui diretor-geral da Mútua, eu sei dessa importância social da caixa de assistência. Defendemos também políticas estruturantes de inserção no mercado de trabalho, desse link de Sistema, educação, academia e mercado de trabalho. Estamos todos juntos, com relação institucional bem forte. Por fim, a modernização do nosso Sistema, com mais transparência, participando. com decisões técnicas alinhadas com as bases, desenvolvimento sustentável e demandas reais da nossa sociedade.
De que forma pretende incentivar a inovação e a modernização da engenharia, ampliando a competitividade e a inserção tecnológica dos profissionais?
Pretendemos incentivar a inovação, a modernização, o meio de atuação política firme para aproximar o Sistema, confiar, criar os ambientes de inovação, das instituições de ensino, das empresas de tecnologia, da transformação digital, dos novos modelos produtivos, através da atualização das normativas, das atribuições profissionais que possa incorporar novas tecnologias, o fortalecimento de parcerias estratégicas entre sistemas, universidades, centros de pesquisa, startups. As empresas, o Parque Tecnológico como um todo, o Centro Produtivo, apoiando os profissionais através do empreendedorismo e da valorização técnica aliada à visão estratégica.
Em um cenário de eleições no Brasil (municipais e gerais) em que energia, infraestrutura e transição energética ganham destaque nas políticas públicas, como o senhor avalia o papel do Confea na defesa e valorização dos engenheiros?
Nós sabemos, tivemos a eleição nos dois anos municipais, agora vão ter eleições gerais, e nós sabemos das dificuldades de infraestrutura em nosso país, na ausência dos requisitos mínimos básicos da legislação, o plano de saneamento, o plano de resíduos sólidos, o plano de desenvolvimento e a importância dos profissionais nesse contexto. Não podemos pensar em desenvolvimento e infraestrutura sem a presença das engenharias. E, nesse contexto, o Confea tem um papel político e institucional na defesa, na valorização e na afirmação desses engenheiros como agentes de desenvolvimento do nosso país. Os engenheiros, os profissionais, são as pessoas técnicas qualificadas para esse debate público, essa demanda técnica e cabe ao nosso Conselho Federal esse respaldo e essa ponte, buscando a articulação junto aos interesses públicos, aos órgãos públicos, à sociedade constituída, defendendo principalmente as atribuições dos profissionais, levando em consideração as demandas tecnológicas e a transição energética.
Ao concluir seu mandato como conselheiro, que legado pretende deixar para os profissionais e para o Sistema?
Espero, quando finalizar o mandato, deixar uma representação firme, coerente, comprometida com os profissionais, deixar uma marca que seria o Sistema mais conectado à realidade do mercado de trabalho, um Sistema mais moderno, mais sensível às transformações tecnológicas, uma atuação baseada no diálogo, na defesa das profissões, da engenharia, da geociência, da agronomia e escutando as bases, um Sistema mais forte e protagonista. Que nossas profissões voltem ao nível de importância e protagonismo que têm para o nosso país.
O que, na sua história de vida, o fez optar por sua especialidade?
Eu fiz engenharia agronômica, ligado ao fato, apesar de ter nascido na capital, em Salvador, e passado toda a infância, sempre visitava meus avós na zona rural, meus pais nasceram na zona rural, e eu sempre tive uma identificação com a área rural e essa profissão está inserida nesse contexto, através do desenvolvimento, das mudanças. Logo, foi minha opção essa modalidade profissional, que abracei em 2002 e espero continuar muitos anos exercendo.
Quais atividades o senhor desenvolve na engenharia atualmente?
Atuo em diferentes áreas da engenharia hoje, empreendendo. Trabalho na agronomia, trabalho com empreendimentos da construção civil e incorporação. Atuo com logística também. Com produção e comercialização de frutas. Então, trabalho em diferentes áreas, com energias renováveis também. Está tudo associado a nosso sistema profissional.
Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea
