Um Encontro para aproximar o Sistema dos problemas reais da população

Brasília, 28 de janeiro de 2026.

“Fortalecer lideranças comprometidas com o desenvolvimento do país, com a valorização profissional e com a transformação social por meio da Engenharia, da Agronomia e das Geociências”. Embora esse normalmente seja o tom dos Encontros de Líderes, conforme destacado no texto de abertura do 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e Mútua, na noite desta quarta-feira (28/1), o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese, reforçou essas premissas, diante do público que lotou o auditório do Museu da República. Até a próxima sexta-feira, representantes de todo o país debatem os novos rumos do Sistema, no Hotel Brasil 21. 

 

Dispositivo de honra da abertura do 15º Encontro de Líderes do Sistema
Dispositivo de honra da abertura do 15º Encontro de Líderes do Sistema

 

“Temos um rito que a gente precisa cumprir nesses dois dias, com a assertividade das câmaras para evoluir sua fiscalização, com as eleições que vão acontecer nos próximos dias; mas, mais do que isso, peço a atenção de vocês para as necessidades que o país tem hoje”, disse, em referência à série “O Brasil que o Brasil não Conhece”, em que Vinicius percorreu cinco cidades com os piores Índices de Progresso Social (IPS) do país. A campanha está sendo divulgada desde o final do ano passado nas redes sociais do Confea e foi apresentada também ao público presente. 

Segundo o presidente do Confea, em uma cidade que não entrega bons serviços, aprofundando os indicadores, você fatalmente vai encontrar a falta de engenharia relacionada à falta desse serviço. “Levamos os presidentes de Creas a todas as cidades que conhecemos. Somos o maior sistema profissional, robusto, mas que precisa estar mais perto dos problemas reais da nossa população. É a única forma de a gente solucionar os nossos problemas. Temos pessoas que morrem ou vivem até 20 anos a menos por falta de infraestrutura. Isso não pode não nos incomodar para que a gente possa deixar um legado de país um pouco melhor do que encontramos”, apontou Vinicius, clamando a todos que contribuam com essa preocupação em cada estado.  

Além do presidente do Confea, o dispositivo de honra contou com a vice-presidente do Confea, eng. civ. Ana Adalgisa; o coordenador do Colégio de Presidentes, eng. civ. Lamartine Moreira; o diretor-presidente da Mútua, Caixa de Assistência dos Profissionais dos Creas, eng. civ. Joel Krüger; o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), eng. mec. Waldimir Teles Filho; a coordenadora nacional das câmaras especializadas de  Geologia e Engenharia de Minas, geol. Sheila Klenner; o engenheiro Abrão Antônio Hizim, representando sua filha, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.

Ao considerar as câmaras especializadas o coração técnico do Sistema, Sheila afirmou que “o Sistema garante a credibilidade dos profissionais, seus verdadeiros protagonistas, junto à sociedade. Sem representatividade não há avanço”. Enaltecendo a participação feminina no Sistema, a geóloga conclamou todos os presentes a atuar “unidos pelo mesmo propósito”. 

Waldimir Teles Filho destacou que as entidades de classe dão vida ao Sistema. “São elas que contribuem para o debate qualificado e para a formulação de propostas para o desenvolvimento nacional, inovação e valorização profissional.  O Cden cumpre o papel de ponte entre as entidades e o Confea,  o pensamento estratégico nacional, entre a tradição e o futuro”.  


 
O ex-presidente do Confea eng. Joel Krüger destacou a importância do evento, como o momento da escolha dos coordenadores e de alinhamento do trabalho desenvolvido. O presidente da Mútua afirmou ainda que a entidade promoveu atividades durante dois dias, em seu II Fórum de Diretores Regionais. “Em 2025, pela primeira vez, atendemos a todos os pedidos de benefícios reembolsáveis elegíveis. Para 2026, temos a preocupação de levar cada vez mais os benefícios da Mútua aos nossos profissionais”. 

 

Público presente ao auditório do Museu da República
Público presente ao auditório do Museu da República



Ana Adalgisa saudou as lideranças do Sistema, considerando que as atividades da Engenharia precisam ser mostradas para todo o país, também citando a campanha “O Brasil que o Brasil não Conhece”, exibida na abertura da programação. “Precisamos usar o Cden, o Colégio de Presidentes para discutir como a engenharia pode contribuir com projetos para a sociedade. Temos a obrigação de bater na porta dos vereadores, deputados e dizer que sem engenharia a população vai continuar sofrendo”.  

O presidente do Crea-GO apontou que as ações apresentadas pelo Sistema são resultado da atuação do Colégio de Presidentes. “Entre outras atuações, o Colégio buscou o equilíbrio entre a regulamentação profissional e o ambiente acadêmico, buscamos aproximar o Sistema das universidades. Também buscamos atuar em defesa da valorização profissional, destacando a defesa do novo marco legal do Sistema, pelo projeto de Lei 1024/2020”, disse, clamando pela convergência, escuta e ações coletivas em todo o país.

Henrique Nunes 
Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Santo Rei Produtora