Goiânia, 6 de maio de 2011.
Anfitrião do seminário, o presidente do Crea-GO, Gerson de Almeida Taguatinga, acredita que a agricultura pode e deve ser a vanguarda de novas formas de organização da produção e do consumo, como trabalho decente e com respeito ao meio ambiente. “Acredito também que a realização desse seminário possa colaborar em muito com o desenvolvimento agrícola, pois temos aqui pessoas com conhecimento e experiência, suficientes, sobre o setor para dar sugestões e colaborar com o crescimento e a sedimentação do nosso país como potência mundial na área agrícola”, discursou.
O coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia, engenheiro agrônomo João Araújo, falou sobre a importância de o evento reunir representações de outras regiões e lideranças da agronomia. “Espero com isso que o evento ganhe uma amplitude nacional e atinja as Américas com as políticas públicas aqui discutidas nos painéis que serão deliberadas e que vão contemplar a sustentabilidade por nós tão perseguida”.
Ao falar sobre o seminário, o conselheiro federal e engenheiro agrônomo Dirson Artur Freitag, que representava o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, ressaltou: “o mundo cobra a produção de mais alimentos e com muita qualidade, portanto, é importante a discussão aqui da implantação das políticas públicas que vão dar tranquilidade ao produtor rural e aos integrantes da agricultura familiar para que possam colocar essa produção no mercado”.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado de Goiás, Antônio Flávio Camilo de Lima, eventos como esse são necessários para que a sociedade colabore com o governo e participe de forma responsável para que as coisas mudem de fato. “Do contrário, vamos continuar falando as mesmas coisas e os efeitos serão os menores possíveis porque temos um universo imenso de pessoas que vivem dessa agricultura familiar”, afirmou.
A mulher na atividade agrícola
De acordo com Gláucia Reis, políticas especificas para a mulher provedora ou para aquela que também participa da própria renda familiar são fundamentais. “A mulher que está vinculada à agricultura rural e esse é um segmento que vem se organizando no próprio movimento sindical - tem maior estrutura na participação do processo produtivo, enquanto que a mulher assalariada participa de uma forma muito menor no processo organizativo, com isso, as dificuldades relativas às mulheres assalariadas são muito mais expressivas do que as mulheres na agricultura familiar”, ressalta.
Gláucia faz questão de lembrar que a agricultura familiar como um todo tem pouco espaço no poder público do país, haja vista que órgãos de assistência como Emater e empresas de pesquisas que existiam nos Estados, em sua maioria, foram extintos. “O grande produtor hoje detêm tecnologia porque pode pagar e a agricultura familiar não”. Assim, segundo ela, a mulher que pertencente à agricultura familiar hoje, como todos os demais membros da família, sofre as dificuldades inerentes ao processo gerado pela agricultura tradicional do país.
Outras participações
Também marcaram presença no seminário o vice-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Eriberto Francisco Beviláqua Marin, representando o reitor da UFG Edward Madureira Brasil, e o superintendente federal de Agricultura no Estado de Goiás, Helvécio de Magalhães Ribeiro. Ainda, estavam presentes o diretor tesoureiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, Euripedes Bassamurfo da Costa; o coordenador nacional do Projeto Pensar o Brasil, engenheiro Paulo Bubach; o coordenador nacional de Câmaras Especializadas de Agronomia, engenheiro agrônomo João Araújo; o secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado de Goiás Antônio Flávio Camilo de Lima.
O seminário Regional Centro-Oeste do Projeto "Pensar o Brasil e as Américas", sob o tema “Os desafios da Agricultura Brasileira no século XXI” tem como objetivo debater com a sociedade os temas específicos dos eixos do projeto. Após o debate, foram discutidas diretrizes e ações para a construção de propostas de políticas públicas sobre os temas selecionados.
Por Eduardo Rocha
