Natal, 3 de maio de 2011
Durante o primeiro painel da audiência pública Confea/Crea em Campo, realizada nesta terça-feira (3/5) em Natal (RN), o secretário Estadual da Copa 2014 (Secopa), Demétrio Paulo Torres, explicou que para financiar as obras da Copa em Natal, foi pensada uma parceria público-privada, em que foi garantido um fundo de imóveis. "No entanto, aquele modelo de garantia não era suficiente, pois faltava liquidez. Então, as empresas tiveram medo de apresentar proposta", explicou Demétrio sobre a falta de interessados no primeiro edital lançado no Rio Grande do Norte para obras da Copa do Mundo de 2014.
"Aquilo", continuou, "diante a opinião pública e da FIFA, gerou uma desconfiança generalizada", disse. Segundo ele, após articulação da governadora do Estado e da prefeita do Natal, a FIFA apresentou novo prazo para a cidade. "Com esse histórico, é compreensível que a população tenha desconfiança", afirmou.
Demétrio explicou que a partir da ampliação do prazo pela FIFA, o grupo técnico da Secopa se reuniu e definiu as novas datas: o lançamento do edital deveria ser lançado ainda em 2010 [aconteceu em 30/12/2010]; o início das obras teriam início ainda no primeiro semestre de 2011; e o fim das obras devem ocorrer até dezembro de 2013. "O Estado Brasileiro, nesses últimos 15 anos, criou uma cultura terrível de não planejar, não projetar. Isso ocorre no Brasil inteiro, não é uma cultura só nossa, no Rio Grande do Norte", afirmou.
Assim como para os outros palestrantes, na opinião do secretário da Secopa, o evento mundial também será uma oportunidade para aprimoramento das 12 cidades sede. "Os recursos que o Governo Federal dispõe não são suficientes para mudar as realidades precárias de todo o país. Se dispusesse, isso já estava sendo feito. Com a Copa, priorizam-se essas 12 capitais", disse.
Na apresentação, Demétrio mostrou um mapa do Brasil com destaque para os estados que hospedarão os jogos. "É a primeira vez que o Nordeste é contemplado tanto quanto o Sul. É a primeira grande oportunidade para consolidação da região", afirmou. São duas cidades sede no Centro-Oeste, três no Sudeste, duas no Sul, quatro no Nordeste e uma no Norte.
Obras
Entre os desafios gerais para Natal, o secretário apontou a melhoria da infraestrutura para eventos esportivos, adequação dos aeroportos e dos portos, melhoria da mobilidade urbana e capacitação da mão de obra local. Os maiores investimento contemplados pelo evento mundial serão a construção do novo estádio Arena das Dunas, a ampliação e modernização do aeroporto Augusto Severo, a construção do novo aeroporto São Gonçalo do Amarante, a construção de um terminal de passageiros no Porto de Natal, a implantação de novas linhas urbanas de ônibus e estações de transferência e a realização de obras de infraestrutura e de mobilidade urbana.
Entre os benefícios dos investimentos, Demétrio aponta a atração de turistas internacionais - estão previstos 600 mil no total - e a geração de 332 mil empregos permanentes e 381 mil empregos temporários.
Estádio
De acordo com o apresentado por Demétrio, o Arena das Dunas, em princípio, abrigará 42 mil lugares, mas somente durante a Copa. Desses, 10 mil são lugares móveis e, para Natal, depois da Copa, ficará um estádio de 32 mil lugares de capacidade. Desses 5 mil lugares são vips. Haverá também 350 vagas de garagem. Estão previstos 30 meses para construção do estádio e R$ 400 milhões de investimento. A previsão do início das obras é para ainda este semestre.
Ao final da palestra, o secretário foi questionado por um participante sobre se 350 vagas de estacionamento são suficientes. Ele respondeu que a expectativa é que os participantes do evento priorizem o transporte coletivo.
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea
