Brasília, 25 de agosto de 2011.
“Saúde tem tudo a ver com nosso sistema profissional”, disse Gilson Queiroz Filho, engenheiro sanitarista e presidente da Fundação Nacional de Saúde, ao iniciar sua apresentação sobre o Plano Nacional de Saneamento Básico, feita na tarde de hoje durante a plenária 1382, do Confea.
“Até 2014 as cidades têm que apresentar seu Plano Municipal de Saneamento, e a participação dos profissionais do Sistema é fundamental para que se alcance todos os cidadãos brasileiros”, disse ele.
Presidente licenciado do Crea-MG, Queiroz historiou o desenvolvimento do Plano, iniciado com o Pacto pelo Saneamento Básico e que será foco de consultas públicas “a fim de ouvirmos a sociedade”, anunciou.
Ao informar que o Plansab pretende alcançar todos os brasileiros até 2030, Queiroz disse que a verba destinada ao cumprimento das metas é de R$420 bi. Sendo R$ 334 bi para as áreas urbana e rural, R$ 86 bi para a gestão. R$ 253 bi estarão junto aos agentes federais e R$ 67 bi, para agentes não federais.
Lembrando que para cada real investido em saneamento, quatro reais são economizados na área da Saúde, Queiroz se mostrou especialmente preocupado com a gestão dos investimentos pelos municípios “já que muitos deles não acompanham de forma organizada a questão do saneamento. Não existem informações precisas.
Direito garantido na Constituição brasileira, a Saúde tem no saneamento básico um dos pontos mais vulneráveis. O Plansab reuniu dados que dão conta que o déficit de saneamento está diretamente ligado à renda, “quanto mais pobre, piores as condições”, confirma Queiroz, que propôs a realização de um acordo de cooperação técnica entre Confea e o Ministério das Cidades, “visando a elaboração dos Planos de Saneamento Municipais, a exemplo do que ocorreu para a implantação dos Planos Diretores Urbanos”.
Queiroz informou ainda, que este ano 1.700 municípios foram visitados e que semana que vem um edital deve ser divulgado pelo Ministério das Cidades visando a contratação de projetos.
Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea, chamou a atenção para a precariedade dos pequenos municípios com dificuldades para elaborar seus projetos de saneamento e da importância do “engajamento dos profissionais para melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiros”.
Maria Helena de Carvalho
Comunicação Social do Confea
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