Brasília, 20 de março de 2012.
Representantes de movimentos sociais ligados ao campo, ministros, deputados, senadores e presidentes de autarquias diretas e indiretas, como José Tadeu da Silva, do Confea, participaram hoje pela manhã do lançamento do Programa Nacional de Educação no Campo, coordenado pelo Ministério da Educação.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, acompanhada dos ministros Gleice Hofmann, da Casa Civil, Aloisio Mercadante, da Educação, e de José Wilson Gonçalves, integrante da comissão que elaborou o Pronacampo, a presidente Dilma Roussef afirmou que a iniciativa “resgata uma dívida histórica que o país tem com os 30 milhões de brasileiros que vivem no campo”. Para ela, “o programa garante oportunidades iguais”. Diante de uma plateia atenta às suas palavras, Dilma disse que “executá-lo é o desafio que se impõe no momento.”
Segundo informações veiculadas pelo site do MEC e reafirmadas pelas autoridades durante o lançamento do Pronacampo, o programa atenderá escolas rurais e quilombolas para alfabetizar 23,18% da população rural com mais de 15 anos que é analfabeta e 50,95% que não concluiu o ensino fundamental.
Durante o lançamento, Mercadante informou que o Pronacampo baseará suas ações em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica. O ministro disse também que uma das ações previstas é a educação contextualizada, que promova a interação entre o conhecimento científico e os saberes das comunidades.
Ainda segundo o site do ministério, mais de 3 milhões de estudantes receberão material didático relacionado à realidade do campo, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD Campo). O Programa Nacional de Biblioteca da Escola (PNBE) atenderá professores e estudantes, ao oferecer obras de referência sobre as especificidades do campo e das comunidades remanescentes de quilombos.
O programa Mais Educação, de apoio à educação integral, oferecerá atividades de acompanhamento pedagógico, práticas vinculadas a agroecologia, iniciação científica, direitos humanos, cultura e arte popular, esporte, lazer, memória e história das comunidades tradicionais. A meta é atender 10 mil escolas com educação integral até 2014.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação Social
