Brasília, 19 de maio de 2014
Profissionais da modalidade de Engenharia Civil estão reunidos em Maceió até esta terça-feira para participarem do Encontro Nacional de Engenharia Civil – Reunião dos Conselheiros Federais e Regionais da modalidade Engenharia Civil do Sistema Confea/Crea e Mútua. Na pauta, formação e educação profissional, legislação, fiscalização e ética profissional. Para alguns dos participantes,prioridade é valorização profissional.
Sandra Glinski, por exemplo, engenheira civil, diretora da Associação Regional dos Engenheiros Civis de Irati/PR, disse que participa do Encontro porque o momento é de consolidar a união entre Confea e demais entidades do Sistema, para que haja cada vez mais o fortalecimento da categoria. “Acredito que é a união que faz a força”, reforça a frase de efeito, ao reconhecer que chegou a hora das discussões mais importantes que envolvem a valorização dos profissionais. Para a engenheira, o Encontro é o fórum ideal para que a Engenharia Civil se consolide. “Precisamos ser chamados para dar nossa contribuição ao desenvolvimento nacional porque somos importantes, sim. Lamentavelmente, na minha região a valorização dos profissionais da engenharia civil, principalmente nas prefeituras, é muito baixa”, conclui.
“O engenheiro civil precisa sair da universidade melhor qualificado”. É o que pensa o engenheiro civil Jackon Matos, que, no Encontro Nacional de Engenharia Civil, representa o Amazonas. “Minha expectativa é muito grande porque estamos buscando o fortalecimento das nossas entidades e da nossa profissão. Espero sair daqui com boas propostas para a valorização da engenharia. Estamos passando por um grande momento porque o mercado relativo à nossa profissão está aparentemente aquecido e esta é a oportunidade de discutirmos e repensar os rumos que queremos tomar para a nossa sustentabilidade. O custo do metro quadrado em nosso país não compactua com a realidade nacional. Então precisamos dar outra dimensão para a Engenharia Civil e o profissional tem que estar preparado para as mudanças”, defende. Entre as demandas que o engenheiro destaca estão a reformulação da Lei nº 5.194/66 e a dedicação para temas como formação e educação tecnológica.
Já o engenheiro civil paulistano Hirilandes Alves acredita que o crescimento do país está diretamente vinculado com a qualidade dos engenheiros. “Acho que são desses encontros que saem as luzes para o túnel da Engenharia. Depois de 30 anos de estagnação estamos discutindo a direção adequada à nova realidade nacional. O Brasil só cresce com bons engenheiros. É de suma importância essa reunião para que trabalhemos pela unanimidade da categoria naquilo que precisamos melhorar. A busca é sempre pela valorização da nossa profissão. Acredito que a troca de informações será fundamental para que possamos levar a engenharia brasileira ao patamar que nós queremos”. O profissional acredita que o Sistema Confea/Crea deve tentar se inserir nos debates das avaliações dos cursos oferecidos no mercado.
Equipe de Comunicação do Crea-AL e do Confea
