Florianópolis, 29 de setembro de 2011.
O Fórum Pró-Equidade de Gênero teve início hoje com a presença da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Ela destacou que não existe um país no mundo onde a questão da desigualdade esteja decidida e definitivamente superada. “Este é um debate de natureza internacional”, disse.
Para Iriny, independentemente de coloração política, é uma vitória para o Brasil uma mulher chegar a exercer a presidência, já que atingir o posto máximo de um país é muito restrito. Mesmo com essa conquista e algumas outras – como, por exemplo, o avanço de 16% para 38% do número de mulheres chefes de família - segundo ela, ainda é possível observar muita desigualdade se forem observadas outras áreas.
“O Brasil ainda é o país que convive com quatro mulheres agredidas a cada dois minutos”, afirmou. Além disso, de acordo com ela, apesar de as mulheres terem uma média de dois anos e meio a mais de formação, representam apenas 27% do mercado formal brasileiro. Nesse sentido, ressaltou: “Quando falamos em empoderamento, que não seja só no campo da política. Queremos o acesso e a ascensão igualitária no mundo do trabalho”.
Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
A ministra Iriny parabenizou ainda o Confea e demais Creas (MT, PR, RJ e SC) que, neste ano, participam da 4ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. O Programa é uma iniciativa do Governo Federal, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Segundo a ministra, o Programa surgiu de uma forma singela, voltada quase exclusivamente para as empresas públicas e hoje possui abrangência nacional que conta com 88 empresas públicas e sete empresas privadas. “Nossa meta estabelecida no Plano Plurianual é chegar, em 2014, a 400 empresas”, afirmou.
Lei Maria da Penha
De acordo com Iriny, alcançamos o status de terceira melhor legislação mundial em relação à mulher. Mas, para ela, não basta punir os agressores. “Essa é uma lei que determina responsabilidades, uma rede de proteção à violência”. Em relação ao tema, ressaltou que a violência ainda é invisível, mesmo ocorrendo “debaixo do nosso nariz”. Trata-se, assim, de uma frente que precisa ser enfrentada.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
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