Rio+20: engenharia cumpre sua missão

 

Brasília, 25 de junho de 2012

A engenharia cumpriu sua missão na Rio+20. Esta é a visão do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, eng. civil José Tadeu, ao analisar a participação do Sistema Confea/Crea na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, promovida de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. “A Rio+20 envolve a área da engenharia, a área do conhecimento. Por isso, o Confea participou com sua delegação, tomando conhecimento de toda a Rio+20 a fim de que possamos levar para o Sistema Confea/Crea e Mútua a importância deste evento para a engenharia”. 

Para José Tadeu, o exercício da engenharia se caracteriza por realizações de interesse social e humano. “Então, para nós fica muito claro que todas as discussões, tanto na Eco-92, como agora na Rio+20, estão voltadas para as realizações do interesse social, e a engenharia não poderia ficar fora de um evento desta envergadura”. O presidente do Confea pondera que a engenharia envolve todas as discussões da conferência, em torno de conceitos como ciência, tecnologia e inovação. “Somos nós, os profissionais, que vamos garantir a qualidade de vida no planeta, a sustentabilidade ambiental, mas, principalmente, por meio do nosso exercício profissional, por meio dos empreendimentos de engenharia e agronomia, vamos garantir a inclusão social, promover a erradicação total da pobreza do país. Podemos dizer que a engenharia é a bola da vez”. 

Considerações que confirmam um posicionamento que José Tadeu vem enfatizando em encontros com parlamentares e outros representantes do governo e da sociedade civil, no sentido de que, apesar de o país ter atingido o status de quinta maior potência econômica do mundo, “é preciso que haja investimentos grandes em infraestrutura, mas principalmente no pilar da educação e da saúde, por meio do qual a gente vai reverter a curva da pobreza e fazer realmente a inclusão social no nosso país”.

Participação organizada

A representação do Sistema se deu por meio de integrantes do Grupo de Trabalho estabelecido para a Conferência e ainda de membros do Plenário, do Colégio de Presidentes, do Colégio de Entidades Nacionais. “Esta participação é muito importante porque os membros do GT irão levar às instâncias consultivas e ao próprio plenário o que se passou na Rio+20, e, obviamente, a grande importância que representam o exercício profissional e o conhecimento tecnológico e, consequentemente a existência, no Brasil, do Conselho Federal, dos conselhos regionais, da nossa Mútua de Assistência”. 

A participação destes representantes nos debates e painéis foi conciliada com a participação de José Tadeu, como presidente da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae), no seminário Comunidades Sustentáveis – World Sustainable Communities Day, promovido no dia 16/6 pela Unesco, Febrae e Banco Mundial, na programação da Rio+20. Crescimento urbano, novas tecnologias, recursos naturais e educação foram alguns dos temas levantados durante o evento. Este último, por sinal, mereceria novamente especial atenção do presidente do Confea em seu pronunciamento, ao defender a formação de uma “cultura ambiental”, que passa também pela atenção da engenharia a esta visão. 

As discussões chegaram, inclusive, a repercutir junto ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nos momentos finais da Rio+20. “Este encontro reuniu profissionais de grande conhecimento do mundo todo, esta discussão gerou uma declaração da área tecnológica, da engenharia mundial, aprovada por unanimidade e encaminhada à Secretaria Geral das Nações Unidas”, diz, referindo-se ao documento informalmente chamado de “Engineering for the planet”, elaborado durante o seminário. “O secretário-geral, inclusive, se reuniu com a comunidade tecnológica. Ele tem a noção de que o desenvolvimento sustentável passa pelo desenvolvimento científico e tecnológico”, ressalta. Na ocasião, José Tadeu integrava o Major Group “Comunidade Científica e Tecnológica”. A Organização das Nações Unidas tem nove Major Groups, estabelecidos pela Agenda 21, durante a Cúpula da Terra de 1992. Esses grupos são divididos entre segmentos da sociedade, como ONGs, agricultores, mulheres, negócios e Indútria etc.

Henrique Nunes
Assessoria de Comunicação e Marketing do Confea