Brasília, 19 de janeiro de 2026.

Francisco Rui Ferreira Machado Júnior foi eleito nas últimas eleições para atuar como conselheiro federal pelo Ceará, representando a modalidade civil. Filho de um engenheiro civil formado em 1966, cresceu acompanhando o universo das obras e descobriu cedo a paixão por transformar espaços por meio da engenharia. O incentivo da família, especialmente do pai e da mãe, ajudou a moldar a trajetória de quem ingressou ainda jovem na faculdade e sempre buscou aliar o conhecimento técnico à vivência prática, combinação que, segundo ele, é fundamental para a formação de um engenheiro completo.
Hoje, com mais de 20 anos de atuação consolidada na construção civil, nas áreas de habitação, obras públicas e geração de energia renovável, e com uma trajetória marcada por oito anos como assessor da presidência do Crea-CE, ele se prepara para um novo passo: compartilhar sua experiência para fortalecer as próximas gerações da Engenharia.
Conheça um pouco mais sobre a trajetória de Rui Machado, que cumpre mandato no Confea até o final de 2028.
Como se deu a formação da chapa com o suplente (título e nome) e quais princípios orientam essa atuação conjunta no plenário do Confea?
Eu e meu suplente, Mairton Santos, temos uma amizade muito sólida desde a época da faculdade. Nossa estratégia foi unir a minha experiência construída ao longo de oito anos como assessor dos presidentes do Crea-CE e como empresário nos segmentos de construção civil, habitação e geração de energia, com a expertise do Mairton, que atua como Conselheiro Regional do Crea-CE, já foi vice-presidente duas vezes e possui forte atuação em projetos, consultoria, treinamentos, inspeções e elaboração de laudos na área de revestimentos (fachadas, pisos e piscinas).
Acreditamos que essa complementaridade e amplitude de vivências profissionais ajudaram os profissionais a se identificarem conosco e reconhecerem o valor de uma atuação conjunta que reúne diferentes áreas de domínio dentro da engenharia.

Qual a importância de representar os profissionais da sua modalidade no plenário do Confea?
Na verdade, considero que o compromisso que assumimos é com o desenvolvimento e a valorização dos profissionais da Engenharia, da Agronomia e das Geociências de todo o país, mas, especialmente, do Ceará, onde recebemos uma votação expressiva de todos os segmentos. Realizamos uma campanha muito presente junto aos profissionais de todo o estado, ouvindo suas queixas, sugestões e anseios, para que pudéssemos chegar à plenária do Confea como uma voz ativa e preparada para defender a valorização da nossa classe.
Quais são as principais prioridades do seu mandato para a valorização e o fortalecimento da atuação profissional no Sistema Confea/Crea?
Acredito que o papel do Confea/Crea é fomentar a interação entre as entidades de classe, empresas, órgãos públicos e privados, instituições de ensino e os profissionais do Sistema, promovendo as discussões necessárias para o desenvolvimento e a valorização de toda a nossa cadeia. Além disso, cabe ao Sistema manter-se atento à formação dos novos profissionais e à sua inserção no mercado de trabalho.
De que forma pretende incentivar a inovação e a modernização da engenharia, ampliando a competitividade e a inserção tecnológica dos profissionais?
Pretendo incentivar a inovação e a modernização da engenharia por meio do fortalecimento contínuo da capacitação profissional e da promoção de ambientes colaborativos no âmbito do Sistema Confea/Crea. Isso inclui o fomento à realização de eventos, cursos, palestras, seminários, congressos e visitas técnicas, criando espaços propícios à troca de experiências, ao networking qualificado e à disseminação de novas tecnologias.
Outro eixo fundamental é a identificação e a replicação de boas práticas que hoje ocorrem de forma isolada em alguns Conselhos Regionais. Acredito fortemente na nacionalização dessas iniciativas por meio de convênios entre os Creas, com a mediação do Confea, ampliando seu alcance e impacto. Um exemplo concreto é o programa Crea Capacitando, que reinveste parte dos valores arrecadados com multas e infrações em treinamentos gratuitos para os profissionais. Essa iniciativa já está em funcionamento, por exemplo, entre os Creas do Ceará e do Maranhão. A expansão desse modelo para todo o país, formando um verdadeiro pool nacional de capacitação, teria um impacto expressivo na qualificação dos profissionais, no compartilhamento de conhecimento e no fortalecimento da competitividade da engenharia brasileira. Temos, sem dúvida, um amplo e promissor trabalho a ser desenvolvido nessa direção.
Em um cenário de eleições no Brasil (municipais e gerais) em que infraestrutura, habitação e mobilidade urbana ganham destaque nas políticas públicas, como o senhor avalia o papel do Confea na defesa e valorização dos engenheiros civis?
É fundamental a presença e a atuação do Confea nesse momento. O nosso presidente Vinícius vem desenvolvendo um trabalho muito próximo da realidade dos profissionais, ouvindo e enxergando as necessidades na ponta. Isso nos dá propriedade para falar sobre os desafios, justamente por conhecê-los de perto.
Além desse contato direto, o Confea acompanha os dados de mercado, estimula a qualificação e valoriza o profissional, especialmente o recém-formado. Mas também precisamos olhar para a base e atrair mais estudantes para os cursos de engenharia, agronomia e geociências, garantindo a continuidade da nossa contribuição para o desenvolvimento do país. A engenharia é a locomotiva do Brasil, e o Confea tem papel decisivo em fortalecer e dar visibilidade ao trabalho dos profissionais do Sistema nesse cenário.
Ao concluir seu mandato como conselheiro, que legado pretende deixar para os profissionais e para o Sistema?
O legado que pretendo deixar é o de um conselheiro que não mediu esforços para promover a valorização profissional e a aproximação do Sistema Confea/Crea com os profissionais. Busquei ser uma voz ativa, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento do Sistema, dos profissionais, das empresas, das entidades de classe e também dos órgãos públicos ligados às áreas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências.
Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea
