Brasília, 14 de janeiro de 2013.
O Serviço Social da Indústria (SESI) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vão promover, a partir de abril, treinamentos de segurança e saúde com empregadores e trabalhadores de setores que usam benzeno, como químico, petroquímico e siderúrgico. Juntos, esses setores representam cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregam aproximadamente 700 mil trabalhadores.
De acordo com estudos, a amplitude da exposição ocupacional ao benzeno é bem superior àquela observada para a população geral. As principais fontes desta exposição são: siderurgias; indústrias do petróleo; indústrias petroquímicas; indústrias químicas que utilizam o benzeno em processo de síntese química; laboratórios de análise química; postos de gasolina e mecânicos de automóveis e atividades que usam gasolina como solvente.
Os malefícios à saúde dos trabalhadores expostos ao benzeno são reconhecidos por meio do Acordo Benzeno (2005), do Protocolo Câncer Relacionado ao Trabalho (2006) e do Programa Nacional de Vigilância Ambiental em Saúde Relacionada a Substâncias Químicas (2009). Com relação à legislação internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em suas diretrizes para a qualidade do ar na Europa, reconhece que o benzeno é carcinogênico para humanos e não há níveis seguros à sua exposição.
Capacitação
O primeiro treinamento ocorrerá em uma refinaria em Caraguatatuba (SP), de 23 a 25 de janeiro de 2013. O próximo será em Santos, de 20 a 22 de fevereiro. Em abril, o SESI vai lançar nacionalmente um material didático para os treinamentos em Segurança e Saúde do setor. Com as capacitações, espera-se que os profissionais conheçam boas práticas de outras empresas, além de auxiliar no desenvolvimento de ações de prevenção e de acompanhamento de riscos.

Legislação
A CNI e o SESI lançaram, em dezembro, um livro que contém toda a legislação sobre o benzeno. No livro foram compiladas legislações que têm relação com o tema, como a de transporte de produtos perigosos, convenções e recomendação da Organização Internacional do Trabalho específicas de benzeno e de produtos cancerígenos.
Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea
