Sobras de construção podem ter novo uso

Brasília, 10 de abril de 2007

O projeto Obras das Sobras foi o tema da palestra da arquiteta Maria Rita Figueiredo Godoy, na semana passada, no auditório da Faculdade de Educação Física, da Unimes (Santos, SP). A exposição ocorreu durante a quarta reunião ordinária anual do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Mestre em Engenharia Urbana, a arquiteta explicou o que caracteriza o conceito de sobras e o que poderia ser feito com o material excedente de obras de engenharia civil.

Segundo a palestrante, que preside o Instituto de Agentes Urbanos (IAU), uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), a idéia do projeto é criar um banco de dados para gerenciar e dar uma destinação social às sobras. O IAU fez parceria com a Cohab-Santista e, em breve, implantará um projeto piloto nesse sentido.

Pesquisa
Durante três anos, a arquiteta estudou 118 obras particulares em Santos e concluiu que houve sobra de material em 65% delas. “Só o que restou de blocos seria suficiente para construir duas e meia unidades residenciais (sob as regras do Programa de Arrendamento Residencial - PAR). As sobras de azulejos poderiam ser utilizadas em 39 unidades; piso, em 13 unidades; e telhas, em duas unidades”, disse.

Maria Rita lembra que – como sobras – há algumas características a serem seguidas. “Para ser considerado sobra, o material não pode ter sido utilizado, não pode estar misturado e nem ter sofrido nenhum alteração em suas características”, destacou.

Fonte: ClickLitoral / Depto. Imprensa - Prefeitura Municipal de Santos