Brasília, 27 de junho de 2011
A relação entre desenvolvimento econômico, industrial, tecnológico e militar é o foco da palestra que Paulo Augusto Vivacqua, presidente da Academia Nacional de Engenharia, realizará nesta quarta-feira (29/6), às 16h, no plenário do Confea. Com o tema “Engenharia e soberania: um binômio inseparável – o exemplo das sociedades desenvolvidas”, o engenheiro citará exemplos dos Estados Unidos, Japão e China; situará o Brasil no contexto internacional tecnológico; e fará recomendações para o país. A palestra será transmitida ao vivo pelo site do Confea.
“As nações fortes têm Engenharia forte”, argumenta Vivacqua, que sugere que o Brasil considere “de forma extremamente cuidadosa” o desenvolvimento de ciência, tecnologia e Engenharia próprias, a fim de produzir produtos inovadores competitivos internacionalmente. “Por força do tamanho de seu território, de sua população e de sua economia, o Brasil tem um papel internacional a representar. O que se espera é que ele também seja classificado como uns dos que traçam o futuro do planeta – característica atribuída às nações científica e tecnologicamente desenvolvidas”, completou. O engenheiro abordará na palestra três exemplos (EUA, Japão e China), mas destaca que a maioria dos países do G7 encontra-se nesse patamar.
Complementando os debates de quarta-feira, na quinta (30/6), também às 16h, o deputado federal Ariosto Holanda (PSB/CE) proferirá a palestra “Capacitação tecnológica da população”, tema que, segundo o conselheiro federal Luiz Ary Romcy, que recomendou a realização da palestra, é pauta do deputado. Ex secretário de Ciência e Tecnologia (1999-2002) e de Indústria e Comércio (1987-1989) do Ceará, Holanda é idealizador e fundador no Ceará da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) e do Centro de Ensino Tecnológico (Centec). “Como estamos com problema de falta de mão-de-obra na área tecnológica, achei oportuno o deputado apresentar seu modelo de capacitação profissional para tecnologia, em que está envolvido há anos”, explicou Romcy.
O Conselho de Altos Estudos da Câmara, do qual Ariosto é relator, trabalha com dados segundo os quais 50 milhões de pessoas com idade entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. “São pessoas que não entram no novo mercado de trabalho, que exige conhecimento”, afirma o deputado. Segundo ele, o Conselho está encaminhando propostas de ações voltadas não apenas para a capacitação tecnológica da população, mas também para assistência tecnológica a micro e pequenas empresas. “Essas empresas não conseguem se sustentar no mercado pela incapacidade de inovar, que advém da falta de conhecimento”, analisa Ariosto. Em sua palestra, ele apresentará um diagnóstico da situação atual e as diretrizes, metas e estratégias apontadas como melhor caminho. “Entendemos que a área de engenharia é decisiva nesse processo, nos três níveis de formação: técnico, tecnólogo e pleno”, concluiu.
Também foi convidado para ministrar palestra nesta Sessão Plenária, mas ainda não tem presença confirmada, o assessor de assuntos internacionais do Ministério do Meio Ambiente Fernando Antonio Lyrio Silva, para tratar do Rio+20.
Beatriz Leal e Mariana Zanatta
Assessoria de Comunicação do Confea
