Unesco propõe cooperação com Confea em Ciência, Tecnologia & Inovação

Brasília, 21 de setembro de 2012

 

Estudos que desenhem o futuro de médio prazo do mercado como um todo (setor empresarial, profissionais, formação profissional etc.) e organização de informações que contribuam para o desenvolvimento de políticas públicas em ciência, tecnologia e inovação (CT&I): essas foram algumas das propostas de cooperação entre o Confea e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) apresentadas pelo oficial de CT&I da Unesco, Ary Mergulhão, aos integrantes do Grupo de Trabalho de CT&I do Confea, na manhã desta sexta-feira (21).

“A inserção do Confea nessa discussão é muito importante. No Sistema Confea/Crea há engenheiros e empresários da iniciativa privada que podem trazer visões novas à discussão de ciência, tecnologia e inovação”, defendeu Mergulhão, ao acrescentar: “O Sistema Confea/Crea tem um papel fundamental como propositor de políticas públicas”.

De acordo com o coordenador do GT CT&I do Confea, conselheiro federal suplente Renato Roscoe, a reunião tinha como objetivo colher subsídios da Unesco para o trabalho específico do GT. “Além de contribuir com esse trabalho, a Organização veio para a reunião com um olhar mais amplo, com propostas de cooperação”, disse, ao completar que a Unesco traz visões globalizadas, com experiências de outros países, “o que enriquece o debate de CT&I no âmbito do Sistema Confea/Crea”.

“O Sistema tem participação importante nos elos da cadeia de CT&I no país, que vai desde a academia até o produto final. Os profissionais registrados no Confea/Crea são muito presentes nesse ciclo, então o Sistema tem um papel relevante nas políticas públicas do setor”, ressaltou Roscoe.

Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação


O GT foi criado com intuito de elaborar uma manifestação para a consulta pública sobre o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. De acordo com o coordenador do Grupo, a reunião com a Unesco também foi produtiva nesse sentido. “Ary Mergulhão trouxe reflexões, cenários e gargalos - os problemas específicos - que um Código Nacional de CT&I deve de fato ‘atacar’”, disse Roscoe. Exemplos desses gargalos são a falta de acesso à inovação por parte de empresas e empreendedores e a distância desses com a academia. “A academia é a geradora de CT&I. Ela deveria estar mais próxima dos empreendedores”, completou Roscoe.

Além de Renato Roscoe, integram o GT o conselheiro federal Dixon Gomes Afonso, e os especialistas Jorge Nei Brito (presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial – Fenemi), Antonio Pedro Viero (geólogo, doutor em geociências) e Marcondes Moreira de Araújo (analista do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI).


Beatriz Leal Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea