Brasília,16 de março de 2015.

Relatório de Gestão e tudo o que implica sua elaboração – planejamento, tipos de informações contábeis, financeiras e de recursos humanos que devem ser consideradas, auditoria, controladoria, transferência de recursos – são conteúdos do workshop que reúne na sede do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em Brasília, 32 participantes entre coordenadores das áreas institucionais, orçamentárias, de finanças e planejamento dos 27 Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas).

Com a participação do Tribunal de Contas da União (TCU), representado com a participação de Geovani Ferreira de Oliveira, diretor de Normas e Gestão de Contas, e de José Ulisses Rodrigues, secretário de Fiscalização de Infraestrutura Urbana, o workshop foi aberto pelo presidente do Confea, José Tadeu da Silva, que recepcionou os participantes na manhã da segunda-feira, 16 de março, no plenário do Confea.
Ao lado dos gerentes Gustavo Mesquita, de Orçamento e Contabilidade, e Fernando Lucato, Financeiro, além de Osmar Carvalho, controlador – todos do Confea –, José Tadeu chamou a atenção para o dinamismo das leis e para a necessidade de atualização constante por parte de quem tem que dar transparência à administração do Sistema Confea/Crea e Mútua.

“Sabemos que o fundamento continua, mas a dinâmica das normas se modifica, exigências legais se aprimoram e vários instrumentos sofrem alteração até mesmo para aperfeiçoar a forma, para dar transparência à administração, mostrar a profissionais e sociedade como estão sendo administrados os recursos gerados por eles, além de avaliar a gestão dos administradores das coisas públicas”, afirmou na defesa da atualização constante de conhecimentos.
Para ele, “as auditorias são fundamentais para detectar procedimentos que não estejam de acordo com as normas administrativas. Não adianta deixar passar o ano para apontar o que está errado. O trabalho tem que ser semanal”, destacou.
Mudanças positivas
Em sua fala, o presidente do Confea disse não acreditar que haja “má intenção” entre os administradores do Sistema Confea, Crea e Mútua e, segundo ele, por uma razão simples: "os presidentes e os conselheiros têm prazo de validade no Sistema, mas os funcionários servem a Casa. Tem gente com quase 30, 40 anos atuando, tem uma carreira a zelar".
Reforçando que o workshop tem o objetivo de “disponibilizar novas informações a serem somadas ao conhecimento adquirido na prática de suas atividades”, José Tadeu disse que “mudanças ocorrem para melhorar as coisas e tirar a gente da zona de conforto, e isso é positivo”.

Ao lembrar que todos são responsáveis pelo trabalho realizado e, passando a palavra para Oliveira e Rodrigues, José Tadeu da Silva confirmou: “somos parceiros do TCU”.
Para José Tadeu, “o importante é atingir um objetivo único e produtivo de fazer com que administrações do Sistema tenham transparência nas contas e mostrem para a sociedade e em especial empresas e profissionais reunidos pelo Sistema Confea/Crea”.
Ele afirmou ainda que a arrecadação do Sistema se baseia mais nas taxas e anuidades, além de Anotações de Responsabilidade Técnica. "Das multas vem cerca de 1%, o que mostra que nossa atividade mais orienta do que penaliza. Somos um órgão que interessa para o desenvolvimento do país e é para isso que vocês estão aqui”, defendeu.
Teoria e prática
Com o dia todo dedicado ao workshop para, além de atualizar, esclarecer dúvidas sobre preenchimento de relatórios, por exemplo, os participantes também receberam as boas-vindas de Mesquita, Lucato e Carvalho. Lucato destacou “a oportunidade de todos esclarecerem dúvidas junto aos membros do TCU" e anunciou que à tarde, casos bem e mal sucedidos serão apresentados, tornando a programação mais prática e menos teórica do que a da manhã.
Participando pela terceira vez de eventos promovidos pelo Sistema Confea/Crea e Mútua, visando à atualização de conhecimentos das áreas contábeis, fiscais e de orçamento, além de recursos humanos, Geovani Ferreira de Oliveira anunciou a reformulação do modelo de prestação de contas do Tribunal com o e-contas, que permitirá aos regionais prestar contas de forma individual e mais rapidamente que o habitual: "Vamos apresentar aqui as premissas, princípios e faremos observações sobre o relatório em si. Recapitular a base normativa e as decisões recentes que alteram a prestação de contas dos conselhos".
Pouco antes de iniciar sua participação, Giovani Oliveira afirmou que o e-contas representa o uso da tecnologia visando à funcionalidade dos serviços prestados à população. “Vamos apresentar a primeira versão do e-contas, uma ferramenta que dinamizará a prestação de contas dos Creas e do Confea”.
Para a implementação total do sistema, Oliveira calcula que serão necessários dois anos. “Período em que atuaremos de forma mais orientativa do que punitiva”, anunciou.
Ao final da manhã, o presidente José Tadeu recebeu Oliveira e Rodrigues em seu gabinete.
À tarde, o grupo foi dividido em três salas onde foram apresentadas, em revezamento, palestras do gerente de Planejamento e Gestão, Edison Flávio Macedo; do controlador Osmar Carvalho; do gerente financeiro Luís Fernando Lucatto; do gerente de Administração de Pessoal, Júlio César Gonçalves, e do gerente de Orçamento e Contabilidade, Carlos Gustavo Mesquita.
Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea
